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Ciro defende Aécio para Presidência e diz que PL vai apoiar Flávio: 'Com o meu absoluto respeito'

O pré-candidato ao Governo do Ceará afirmou que aliança estadual respeitará posições diferentes na disputa nacional.

(Atualizado às 15:00)
Ciro Gomes durante evento do PSDB. Ele olha para o horizonte e, ao fundo, aparece um banner com a sigla PSDB.
Legenda: Ciro Gomes é pré-candidato ao Governo do Ceará pelo PSDB.
Foto: Thiago Gadelha/SVM.

O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) minimizou neste domingo (31) eventuais divergências nacionais dentro da aliança de oposição no Ceará e afirmou que o PL terá liberdade para apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A declaração foi dada ao mesmo tempo em que o tucano defendeu uma eventual candidatura presidencial de Aécio Neves (PSDB).

As declarações foram concedidas ao PontoPoder pelo tucano logo após a missa e benção da bandeira, na tradicional Festa de Santo Antônio de Barbalha, no Cariri cearense.

Ciro afirmou que a aliança construída em torno de sua pré-candidatura ao Governo do Estado respeitará posicionamentos diferentes dos partidos no cenário nacional.

Segundo ele, não há desconforto com o apoio do PL ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida ao Palácio do Planalto.

“O PL, que está na aliança comigo, vai apoiar o Flávio Bolsonaro, com o meu absoluto respeito”
Ciro Gomes (PSDB)
Pré-candidato ao Governo do Ceará

Já em relação ao União Brasil, Ciro afirmou que o partido ainda aguarda definições sobre o cenário nacional e poderá até mesmo apoiar uma eventual candidatura de Aécio.

“O União Brasil está esperando para ver o que vai acontecer. Há até uma possibilidade de apoiar o Aécio. E nós temos a obrigação de apoiar o Aécio”, declarou.

Para o ex-ministro, as diferenças de posicionamento na disputa presidencial não comprometem a construção de uma frente política no Ceará.

“É uma aliança que respeita a questão nacional, da qual eu me demiti para tentar servir ao Ceará”, concluiu.

Candidatura de Aécio

Segundo Ciro, Aécio tem conversado com lideranças tucanas para avaliar a viabilidade de uma candidatura que represente uma alternativa à polarização entre o presidente Lula (PT) e o campo bolsonarista.

“O Aécio me ligou. Eu estava junto com o Tasso. Ele disse que havia uma cogitação e queria nos ouvir. Eu e o Tasso dissemos juntos que achávamos uma oportunidade interessante, porque o Brasil precisava de uma proposta mais ao centro, que fugisse da polarização, dos ódios e das paixões”, afirmou.

O ex-ministro relatou que tanto ele quanto o ex-senador Tasso Jereissati manifestaram apoio público à ideia após a conversa com o dirigente tucano.

“Ele perguntou se expressaríamos isso em notas. Eu escrevi uma, o Tasso escreveu outra e publicamos”, disse.

Ciro avaliou que o movimento liderado por Aécio busca construir uma candidatura capaz de oferecer uma alternativa aos dois principais polos da política nacional.

“O que ele está fazendo agora é colher possibilidades, conversar e verificar a viabilidade disso”, concluiu.

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