Veja quem já trocou de partido na janela partidária de 2026; prazo termina em 3 de abril
Período libera deputados para troca de sigla visando eleições gerais.
A janela partidária de 2026 entra na reta final, entre os políticos que ainda aguardam definições e analisam convites, até quem correu para buscar uma nova agremiação. Do início do mês até aqui, pelo menos 16 deputados estaduais e federais já anunciaram a troca de legenda, ao confirmar o processo de desfiliação.
O período liberado para mudança de partido termina em 3 de abril, em pleno feriado de Sexta-feira Santa. É nesse sentido que os políticos correm para fechar tudo antes do prazo final da janela, que é considerado central na composição das siglas para a disputa eleitoral e altera a configuração da Câmara dos Deputados e de assembleias legislativas em todo o Brasil.
A regra da Justiça Eleitoral é voltada para candidatos eleitos nas disputas proporcionais e que estão em fim de mandato, ou seja, apenas deputados estaduais e federais são contemplados em 2026, enquanto vereadores usufruem do benefício somente em anos de eleições municipais.
Como reforçam lideranças, para além do posicionamento político ou da compatibilidade ideológica, os parlamentares calculam os partidos com potencial de formar chapas mais competitivas e, consequentemente, conquistar mais cadeiras nas assembleias ou na Câmara, a partir da eleição proporcional.
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INDEFINIÇÕES NACIONAIS
Um dos casos que ainda deve ter movimentações é o do União Progressista. A federação, registrada oficialmente na última quinta-feira (26), foi protagonista de uma "novela" no Ceará, com uma disputa entre oposicionistas e governistas pelo comando da composição do União Brasil com o Progressistas (PP).
Nessa sexta-feira (27), o ex-deputado federal Capitão Wagner (União) anunciou que foi escolhido para comandar a federação a nível estadual.
Com essa decisão, a agremiação encaminha-se para apoiar a candidatura do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) ao governo cearense. No anúncio, o próprio Wagner já adiantou que algumas desfiliações são esperadas. Os deputados federais Moses Rodrigues (União) — que se aproximou do Governo Elmano — e AJ Albuquerque — que presidente do PP no Ceará — são cotados na lista de desembarques.
Wagner fez acenos aos dois, defendendo que eles fiquem na federação e apoiem o nome de Ciro para o Governo do Ceará.
O PontoPoder buscou AJ Albuquerque para entender como o partido vai se comportar daqui em diante, uma vez que AJ é governista e o controle da federação está nas mãos de um oposicionista. Quando houver retorno, a matéria será atualizada.
Já a deputada federal Fernanda Pessoa resolveu não aguardar e optou por trocar o União Brasil pelo Partido Social Democrático (PSD). Confirmada na última terça-feira (24), a mudança deve englobar o grupo político da parlamentar, com o deputado estadual Firmo Camurça (União) e o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (União), também seguindo para o PSD.
Outros casos de mudança na Câmara dos Deputados vêm do PDT. Os parlamentares federais Idilvan Alencar, Robério Monteiro e Eduardo Bismarck já confirmaram a saída da agremiação. Enquanto Idilvan e Robério seguirão para o PSB, Eduardo ainda está em tratativas pelo próximo partido.
MUDANÇAS NA ASSEMBLEIA
Por outro lado, a Assembleia Legislativa também registra uma série de mudanças na composição das bancadas. Como mostrou o PontoPoder, pelo menos 17 parlamentares sinalizaram a troca de legenda durante a janela partidária, ainda no início do mês. Até aqui, 11 já confirmaram a mudança de partido.
Um dos casos é do PDT, que deve perder toda a bancada estadual. O comando da sigla no Ceará já confirmou a saída dos deputados Antônio Henrique, Cláudio Pinho, Lucinildo Frota e Queiroz Filho. Os possíveis destinos ainda não foram oficializados, embora o PSDB e o PL sejam apontados.
Luana Régia, Fernando Hugo, João Jaime, Apóstolo Luiz Henrique, Lucilvio Girão e Leonardo Pinheiro foram outros deputados que já confirmaram troca de partido durante a janela.
DESINCOMPATIBILIZAÇÃO
Além da janela partidária, outro movimento importante neste período é a desincompatibilização de integrantes do Executivo que pretendem disputar as eleições. Pela legislação, ocupantes de determinados cargos precisam deixar as funções dentro de prazos específicos para se tornarem elegíveis.
No Ceará, o processo atinge quadros tanto do Governo do Estado quanto da Prefeitura de Fortaleza, provocando mudanças nas duas estruturas administrativas.
Na Capital, um dos casos que reúne troca de partido e saída do cargo é o do secretário da Educação, Idilvan Alencar, que deixou o PDT e se filiou ao PSB. Ele se desincompatibilizou da Pasta neste sábado (28).
Também deixam a gestão municipal o secretário da Proteção Animal, Apollo Vicz (PSD), e o coordenador especial de Apoio à Governança das Regionais, Osmar Baquit (PSB), que deve disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa.
No âmbito estadual, o secretário do Turismo, o deputado federal Eduardo Bismarck, confirmou a saída do PDT, mas ainda não definiu o novo destino partidário. Ele integra o grupo que deixa o primeiro escalão do Governo para tentar a reeleição.
Outros secretários estaduais que se desincompatibilizaram são Fernando Santana (PT), dos Recursos Hídricos; Moisés Braz (PT), do Desenvolvimento Agrário; Lia Gomes (PSB), das Mulheres; e Zezinho Albuquerque (PP), das Cidades. Entre eles, apenas Zezinho pode vir a trocar de legenda, diante do novo cenário da federação União Progressista no Ceará.
Completam a lista os secretários Luisa Cela (PT), da Cultura, e Erich Douglas (PSD), da Proteção Animal, ambos sem mudança partidária até o momento.