Economistas cearenses mantêm pessimismo no primeiro bimestre, mostra índice

Índice de Expectativas dos Especialistas em Econômia (IEE) segue abaixo dos 100 pontos (85,9), indicando pessimismo

Carteira de trabalho
Legenda: Programa evitou demissões durante o ano de 2020
Foto: Natinho Rodrigues

O cenário econômico segue inspirando cautela no primeiro bimestre deste ano. O Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE), divulgado hoje (24) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE) e pelo Conselho Regional de Economia (Corecon-CE) ficou em 85,9 pontos, indicando pessimismo. O levantamento considera que uma pontuação abaixo de 100 é pessimista. Já uma pontuação acima de 100 indica otimismo.

O índice em 85,9 pontos no bimestre janeiro-fevereiro é resultado das perspectivas de 103 especialistas em economia atuantes em segmentos importantes para a atividade no Estado, como indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro e serviços. Dirigentes de entidades e professores universitários também são consultados.

O dado veio levemente acima do IEE apurado no bimestre novembro-dezembro (82,3 pontos). Na comparação com igual período de 2020 (115), porém, o índice caiu 29,1 pontos.

Cenário atual

O índice que trata do cenário atual ficou em 70,8 pontos. Já as expectativas futuras ficaram em patamar levemente otimista, com 101 pontos.

Para a composição do índice, são analisadas nove variáveis, das quais três ficaram em patamar otimista: evolução do PIB (133,1 pontos); oferta de crédito (122,5) e cenário internacional (117,5). Foram avaliadas com pessimismo os itens nível de emprego (98,8); taxa de juros (73,8); taxa de câmbio (73,1); gastos públicos (60,6); taxa de inflação (48,8) e salários reais (45).

"Vale salientar que as expectativas movem os agentes econômicos impactando, positivamente ou negativamente, o comportamento das diversas variáveis econômicas como consumo, investimento, poupança, taxa de juros, dentre outras. Ao mesmo tempo, a performance, positiva ou negativa das variáveis, índices e indicadores econômicos interfere na percepção dos diversos agentes econômicos. Assim, as expectativas são a um só tempo causa e consequência do comportamento econômico", diz o relatório da pesquisa publicada pela Fecomércio-CE e Corecon-CE.

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