Bancos apoiam iniciativa e veem maior competitividade
São Paulo. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) manifestou apoio ao governo e ao Banco Central (BC) no esforço para possibilitar a redução do spread bancário de maneira "consistente e sustentável". A criação de um grupo de trabalho para sugerir medidas sobre o assunto, conforme nota da entidade à imprensa, vai na direção desejada de reduzir os custos da intermediação financeira e, consequentemente, do crédito.
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Ontem, o BC anunciou medidas, algumas já divulgadas pelo governo, que formam o que o regulador batizou de "Agenda BC Mais". Está amparada em quatro pilares e não necessariamente todas as iniciativas terão efeito no curto prazo: mais cidadania financeira, legislação mais moderna, sistema financeiro nacional mais eficiente e crédito mais barato.
"A agenda anunciada pelo Banco Central também contempla medidas estruturais importantes que contribuirão para dar maior racionalidade e transparência às relações entre o Tesouro Nacional e o Banco Central", destaca a Febraban, que também cita as medidas mencionadas pelo regulador para ampliar a educação financeira dos cidadãos, mecanismos de solução de conflitos sem necessidade de judicialização e ainda iniciativas para maior transparência na atuação do setor.
Custo do crédito
Na visão da Febraban, o anúncio da simplificação do depósito compulsório, o estabelecimento do depósito remunerado, a promoção das duplicatas eletrônicas e a regulamentação das Letras Imobiliárias também devem contribuir para incentivar o crédito e reduzir seu custo. A Federação também acredita que o aperfeiçoamento do cadastro positivo, com o fim da responsabilidade objetiva e solidária das fontes de informação e dos usuários, aumentará os incentivos para sua mais rápida implantação.
Itaú
O presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, classificou com positiva a agenda do Banco Central. "Vejo a agenda proposta pelo Banco Central buscando maior competição através de mais transparência e eficiência na intermediação financeira, em benefício do tomador de crédito, como muito positiva e merecedora de todo apoio", avalia.
Bradesco
O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, acredita que as medidas anunciadas nessa terça-feira pelo Banco Central serão a essência da construção de um mercado de crédito amplo e de custo competitivo no Brasil. O executivo acrescenta ainda, por meio de uma nota enviada à reportagem, que a equipe econômica merece apoio não só pelas teses que defende, mas também pelas entregas que tem feito na prática.
"A retomada do crescimento será o resultado de uma decolagem segura e suave. O tempo das balas de prata ficou para trás. A prioridade é persistir no tripé formado pelas metas de inflação, câmbio flutuante e gestão responsável das contas públicas", destaca o presidente do Bradesco no texto.