Veja o que se sabe sobre caso do médico suspeito de matar colegas em SP
Homem foi preso em flagrante após disparar contra médicos em um restaurante.
Dois médicos foram assassinados a tiros na noite da última sexta-feira (16) na Avenida Copacabana, no bairro Alphaville Plus, em Barueri (SP). O principal suspeito do crime é um colega de profissão das vítimas, que trabalhavam na rede de saúde da Grande São Paulo. O homem foi preso em flagrante.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) informou que o médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, efetuou disparos contra Luís Roberto Pellegrini Gomes, 43, e Vinicius Dos Santos Oliveira, 35, na calçada de um restaurante. Os três se conheciam, conforme a polícia. As informações do portal Uol.
Como ocorreu o crime
Equipes policiais chegaram ao local da ocorrência após a Guarda Civil Municipal ter sido acionada por meio de uma denúncia.
Segundo relato da testemunha às autoridades, o homem chegou armado ao estabelecimento por volta das 22h da sexta (16).
Os médicos trocaram ameaças, segundo a polícia. "Eles relataram que havia essa rixa. Havia ameaças de ambas as partes", disse Andreas Schiffmann, delegado responsável pelo caso.
Os três médicos começaram uma discussão dentro do restaurante e foram contidos. Instantes depois, já do lado de fora, Carlos Alberto teria sacado uma pistola calibre 9 mm e atirado contra as vítimas. Ele foi preso em flagrante.
A Polícia Civil investiga se os dois médicos assassinados em Alphaville foram mortos por disputas de contratos na área de saúde.
O suspeito e uma das vítimas seriam donos de empresas de gestão hospitalar e estariam em conflito por conta de licitações em disputa.
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Vítimas foram socorridas
Os médicos ainda foram socorridos após os disparos de arma de fogo. Devido à gravidade dos ferimentos, não resistiram e morreram a caminho do hospital.
A polícia apreendeu com o suspeito a arma e cápsulas, além de documentos, uma bolsa e R$ 16.140 em dinheiro.
Um pedido de prisão preventiva de Carlos Alberto Azevedo Silva Filho foi aberto.
Suspeito já foi preso por racismo
Ainda segundo a publicação, o suspeito foi preso em Aracaju (SE) por prática de racismo em 21 de julho do ano passado.
Na ocasião, ele teria chegado embriagado a um estabelecimento e agredido alguns funcionários que estavam na recepção.
Além das agressões físicas, ele proferiu ofensas racistas contra outro trabalhador. O médico também quebrou objetos e móveis do hotel.
Carlos Alberto teve um habeas corpus aceito pela Justiça meses depois.