Paulista contrata fintech cearense para pagar seus 19 mil funcionários
Tudo é feito por meio de aplicativo criado e desenvolvido por jovens especialistas em TI da própria empresa e operado pelo celular
Além de ser o que o Ceará tem de melhor, o cearense é competente e ousado, também. Reparem: a BS Cash, que integra o Grupo BSpar e que opera no mercado financeiro fazendo o pagamento do salário de milhares de colaboradores de empresas da indústria, do comércio e do serviço aqui e em várias praças do país, ganhou um novo cliente – uma companhia de São Pauli, que tem 19 mil funcionários.
Detalhe: tudo é feito por meio de um aplicativo criado e desenvolvido pelo time de especialistas da BS Cash.
Esta informação surpreendeu e abriu um largo sorriso no rosto do economista português Miguel Marques, que comanda em Portugal o maior centro de inteligência da Europa voltado para a Economia Azul, a nova atividade econômica que explora, de modo sustentável, os recursos marinhos.
Marques, que presta consultoria à Fiec nos temas ligados à economia do mar, foi recebido ontem, 16, em almoço pelo empresário Beto Studart, controlador da BSpar, que lhe apresentou a CEO da BS Cash, Rafaela Mota.
A surpresa de Miguel Marques e deste colunista – que testemunhou a reunião juntamente com Sampaio Filho, que foi diretor da Fiec e implantou o seu Observatório da Indústria – ampliou-se ainda mais quando a executiva da BS Cash revelou que seu quadro de colaboradores é constituído de “meninos de 18 a 25 anos, todos desenvolvedores de sistemas”.
(A BS Cash é uma fintech, empresa que, que, segundo o Google, usa tecnologia para oferecer serviços financeiros inovadores, como bancos digitais, pagamentos, crédito, investimentos e seguros, desburocratizando processos e desafiando o modelo tradicional, para o que utiliza recursos da Inteligência Artificial para criar novos modelos de negócios).
Rafaela contou que, há dois meses, foi admitido o mais novo colaborador da empresa, considerado por ela “um gênio”, um garoto de 22 anos, especialista em Tecnologia da Informação, cuja inteligência vai além da normalidade, o que provocou o seguinte comentário de Miguel Marques:
“É com esses talentos que devemos sempre contar para conduzir ao êxito nossos empreendimentos, e é isto o que está a acontecer hoje no desenvolvimento de sete grandes pesquisas científicas que nosso centro está a fazer em Portugal, todas elas voltadas para as diferentes áreas da economia do mar, incluindo a gastronomia.”
Depois do almoço, Beto Studart levou Miguel Marques ao recém inaugurado Cubo BS, no interior do qual está exposta a maquete do que será o primeiro edifício comercial de Fortaleza totalmente em aço e vidro -- o BS Steel -- cuja construção será iniciada dentro de quatro meses na esquina das avenidas Santos Dumont e Senador Virgílio Távora. Ele terá 30 andares.
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