Profissionais do IJF paralisam atividades em emergência para manifestação
Grupo planeja parar atividades por meia hora nos três turnos nesta quinta-feira (13)
Profissionais da saúde que atuam na emergência do Instituto Doutor José Frota (IJF) realizaram uma paralisação de atividades, na noite dessa quarta-feira (12) e outra na manhã desta quinta (13), por melhores condições salariais e de trabalho. Conforme vídeos divulgados pelos trabalhadores nas redes sociais, os serviços devem sofrer novas pausas por 30 minutos nos três turnos de jornada.
Os profissionais da saúde pedem Plano de Cargos e Carreiras (PCC) mais justo, além de um reajuste salarial acima do que foi proposto pelo prefeito Evandro Leitão (PT), de 4,83% — índice que deve ser parcelado em duas vezes, nas folhas de junho (2%) e dezembro (2,83%). A categoria exige ainda da Prefeitura melhor abastecimento de medicamentos e material hospitalar, como gases e curativos.
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A reportagem entrou em contato com o IJF e com a Prefeitura de Fortaleza para falar sobre as reivindicações e o atendimento na unidade hospitalar. Em nota, o hospital diz que cumpre decreto de contingenciamento que está em vigor no Município, com redução temporária de salários e número de terceirizados. E que o reajuste proposto aos servidores viabiliza "um aumento correspondente à inflação de 2024 dentro do exercício de 2025, evitando o acúmulo de perdas para o servidor".
"A proposta foi apresentada em reunião realizada na segunda-feira (10) com entidades sindicais em mais um encontro que reforça a disposição da Prefeitura para o diálogo. Foram sete reuniões entre representantes dos servidores e da gestão", cita a nota (veja texto na íntegra abaixo).
Nova manifestação nesta quinta (13)
Na manhã desta quinta-feira, os profissionais de saúde realizaram uma nova manifestação, na entrada do hospital, com faixas e carros de som para informar a população sobre os problemas que os servidores estão passando.
Martinha Brandão, deputada estadual e diretora do SindSaúde Ceará, declarou que o valor de reajuste ofertado pelo Município não corresponde ao cenário que vivem os profissionais da saúde. "O anúncio feito pelo prefeito, esta semana, de reajuste salarial, foi 4,83% para parcelar de duas vezes, ignorando a data base dos servidores que é janeiro. Porque essa implantação de 2% será, pelo anúncio do prefeito, só a partir no mês de junho e nos não podemos nos calar e achar que isso é natural".
A categoria reclama ainda que o reajuste ofertado é sem retroatividade à data-base e não que houve resposta sobre o auxílio-alimentação.
Veja nota do IJF na íntegra
Com uma dívida pública herdada no valor de R$ 4,6 bilhões e um decreto de contingenciamento em vigor, o Município reduziu temporariamente o salário dos titulares, a gratificação de servidores e o número de terceirizados no quadro de pessoal. Agora revisa os contratos em vigor.
Diante disso, entendendo a legitimidade e importância do reajuste geral do servidor público, a Prefeitura estudou uma maneira de viabilizar um aumento correspondente à inflação de 2024 dentro do exercício de 2025, evitando o acúmulo de perdas para o servidor.
Assim, a Prefeitura garantiria o percentual do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de 2024, de 4,83%, parcelado em duas vezes. Na folha de pagamento de junho entrariam 2% e na de dezembro, os 2,83% restantes.
A proposta foi apresentada em reunião realizada na segunda-feira (10/03) com entidades sindicais em mais um encontro que reforça a disposição da Prefeitura para o diálogo. Foram sete reuniões entre representantes dos servidores e da gestão.
Como resultado, parte das pautas sem impacto financeiro foi encaminhada, como a revogação do decreto de afastamento dos servidores sindicalizados e a implantação da nova formação da Mesa Central, instância máxima do Sistema de Negociação Permanente.