Fortaleza registra primeira morte por chikungunya em 2022

Até essa segunda-feira (23), a Capital cearense confirmou 3.058 casos desse tipo de arbovirose em 2022

Escrito por Matheus Facundo, matheus.facundo@svm.com.br

Ceará
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Legenda: A Chikungunya é causada pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito que transmite a dengue e a zika, que se reproduz em locais com água parada.
Foto: Fabiane de Paula

Fortaleza teve a primeira morte por chikungunya confirmada neste ano. A vítima foi uma pessoa com mais de 80 anos, de acordo com Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (24). 

Além do óbito já atestado, outros dois estão em investigação. Até essa segunda-feira (23), a Capital cearense confirmou 3.058 casos desse tipo de arbovirose em 2022. A taxa de incidência é de 113,1 casos por 100 mil habitantes. 

Oitenta e oito barros já registraram casos, com José Walter, Jardim das Oliveiras e Cidades dos Funcionários liderando a lista de locais mais afetados. 

O período de chuvas é o que puxa sempre a alta dos casos de arboviroses, segundo alerta a Secretaria.

“Abril, maio e junho são, historicamente, meses de maior carga de transmissão de arboviroses, devido à quadra chuvosa. Com a extensão desse período de chuvas, aumenta o potencial de criadouros, e é preciso que a população fique atenta”, pontua o coordenador da Vigilância em Saúde de Fortaleza, Nélio Morais. 

Alerta

O boletim epidemiológico vem também em caráter de alerta à população. Os focos de arboviroses — dengue, chikungunya e zika — são encontrados em residências da cidade em 80% dos casos. 

Apesar de a doença ter tido cenário de transmissão residual depois dos anos de 2016 (começo da alta incidência) e 2017 (ondas de epidemia), a positividade da chikungunya em 2022, entre janeiro e maio (53,8%), em Fortaleza já se aproxima da registrada em 2016 (55%).