Escritora Heloisa Teixeira é velada na Academia Brasileira de Letras

Ela morreu aos 85 anos, em decorrência de uma insuficiência respiratória aguda causada por pneumonia

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Redação producaodiario@svm.com.br
Heloisa Teixeira
Legenda: Heloisa Teixeira morreu aos 85 anos; é autora da obra “26 poetas hoje”, lançada em 1976, trazia uma seleção irreverente e combativa ao regime militar
Foto: Divulgação/ABL

O corpo da escritora Heloisa Teixeira será velado na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, neste sábado (29). A cerimônia ocorre das 15h às 19h.

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Neste momento de despedida também será exibido o documentário “Helô, feito por seu filho Lula Buarque”. No domingo (30), haverá o velório para familiares e amigos, das 11h às 13h, no Crematório da Penitência, no Caju, também no Rio.

Ela morreu aos 85 anos, em decorrência de uma insuficiência respiratória aguda causada por pneumonia, na última sexta-feira (28).

Quem era Heloisa Teixeira

A escritora e crítica literária nasceu em 26 de julho de 1939, em Ribeirão Preto (SP). Heloísa Buarque de Hollanda foi graduada em Letras Clássicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), com mestrado e doutorado em Literatura Brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-doutorado em Sociologia da Cultura na Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

Foi escritora, membro efetivo e perpétuo da Academia Brasileira de Letras do RJ, professora emérita da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO) e coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC/UFRJ), onde dirigiu o Laboratório de Tecnologias Sociais Universidade das Quebradas.

“Sempre atenta à contemporaneidade e movida pela novidade, dialogou a vida toda com jovens no ativismo, na poesia, nas artes e nos estudos culturais. Como fruto dessa conversa em diversas frentes, publicou Explosão feminista”, lembrou a companhia em nota divulgada nesta sexta.

Foi casada com Luiz Buarque de Hollanda, com quem teve três filhos: Lula, Pedro e André. Após muitos anos usando o sobrenome do marido, em entrevista a Revista Veja afirmou que decidiu mudar para Teixeira como uma espécie de reencontro com a sua mãe e sua certidão.

“Foi com a nova assinatura, gravada na pele, que a escritora tornou-se imortal da Academia Brasileira de Letras”, informou a ABL.

Em abril de 2023 foi eleita para ocupar a trigésima cadeira da Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo Nélida Piñon. Heloisa era autora da obra “26 poetas hoje”, lançada em 1976, durante a ditadura militar. O livro reuniu os principais nomes da contracultura da época, trazendo uma seleção irreverente e combativa ao regime.