INSS paga 2ª parcela do 13º salário a aposentado que recebe acima do mínimo; veja calendário

A iniciativa é uma medida emergencial do governo para reduzir a crise econômica provocada pela pandemia da covid-19

13º salário de aposentados do INSS
Legenda: A medida, segundo integrantes do governo, deve injetar cerca de R$ 52,7 bilhões na economia
Foto: Shutterstock

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa a pagar na quinta-feira (1º) a segunda parcela do valor do 13º salário para os aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo, com o número do benefício terminado entre 1 e 6.

Já os beneficiários que recebem menos de um salário mínimo começaram a receber a segunda parcela do 13º salário ainda em 24 de junho, e o período para depósitos segue até o dia 7 de julho.

A iniciativa é uma medida emergencial do governo para reduzir a crise econômica provocada pela pandemia da covid-19.

As duas parcelas do 13º salário do INSS foram antecipadas para os meses de maio e junho. O pagamento deve ocorrer nas mesmas datas dos depósitos de aposentadorias, pensões por morte e demais benefícios do órgão, conforme decreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 

A ordem em que os beneficiários são distribuídos no calendário é definida pelo número final de benefício, sem considerar o dígito que fica após o traço. Veja o calendário completo abaixo.

Calendário do 13º do INSS - Acima de um salário mínimo

Número final 1 e 6

  • 1ª parcela: 1/6
  • 2ª parcela: 1/7

Número final 2 e 7

  • 1ª parcela: 2/6
  • 2ª parcela: 2/7

Número final 3 e 8

  • 1ª parcela: 4/6
  • 2ª parcela: 5/7

Número final 4 e 9 

  • 1ª parcela: 7/6
  • 2ª parcela: 6/7

Número final 5 e 0

  • 1ª parcela: 8/6
  • 2ª parcela: 7/7

Calendário de pagamento INSS - Até um salário mínimo

Número final 1

  • 1ª parcela: 25/5
  • 2ª parcela: 24/6

Número final 2

  • 1ª parcela: 26/5
  • 2ª parcela: 25/6

Número final 3

  • 1ª parcela: 27/5
  • 2ª parcela: 28/6

Número final 4 

  • 1ª parcela: 28/5
  • 2ª parcela: 29/6

Número final 5

  • 1ª parcela: 31/5
  • 2ª parcela: 30/6

Número final 6

  • 1ª parcela: 1/6
  • 2ª parcela: 1/7

Número final 7

  • 1ª parcela: 2/6
  • 2ª parcela: 2/7

Número final 8

  • 1ª parcela: 4/6
  • 2ª parcela: 5/7

Número final 9 

  • 1ª parcela: 7/6
  • 2ª parcela: 6/7

Número final 0

  • 1ª parcela: 8/6
  • 2ª parcela: 7//7

Como ver o valor do 13º salário do INSS?

  • Acesse o aplicativo ou site Meu INSS;
  • Selecione a opção "Extrato de Pagamento";
  • Com o calendário na tela, selecione o mês-base, que deve ser janeiro de 2021;
  • Em seguida, clique na seta ao lado do número do benefício; 
  • Ao clicar, aparecerá discriminados os detalhes dos vencimentos.

Quem tem direito

Por lei, tem direito ao 13º quem, durante o ano, recebeu benefício previdenciário de aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. Na hipótese de cessação programada do benefício, prevista antes de 31 de dezembro de 2020, será pago o valor proporcional do abono anual ao beneficiário.

Aqueles que recebem benefícios assistenciais (Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social – BPC/LOAS e Renda Mensal Vitalícia – RMV) não têm direito ao abono anual.

Impacto de R$ 50 bilhões 

impacto da antecipação do 13º é de R$ 50 bilhões, conforme explicou o Ministro da Economia, Paulo Guedes. "Vamos proteger os mais vulneráveis, e os idosos, nessa segunda grande guerra contra o coronavírus”, afirmou, acrescentando que a medida não gera impacto fiscal extra, pois se trata apenas de um adiantamento de despesas já previstas.

Este recurso já foi utilizado em 2020, quando o 13º dos aposentados e pensionistas foi pago nos meses de março e maio

Atraso na antecipação do benefício

A medida, segundo integrantes do governo, deve injetar cerca de R$ 52,7 bilhões na economia. Os recursos já seriam pagos aos aposentados e pensionistas no segundo semestre, mas a ideia é acelerar esse processo diante da crise da Covid-19.

A antecipação do 13º a aposentados e pensionistas chegou a ser prometida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pelo ministro Paulo Guedes (Economia) ainda em março, mas, por causa do atraso na sanção do Orçamento, a medida foi adiada.

A aprovação do Orçamento era necessária porque os gastos obrigatórios estavam sendo feitos de forma provisória na proporção de 1/12 por mês em relação ao estimado na proposta orçamentária, como autoriza a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Pagar o 13º mais cedo que o habitual elevaria essa proporção.

Dessa forma, o dinheiro para esses pagamentos já estava previsto nas contas do ano, mas, com receio de descumprir regras fiscais, técnicos do time de Guedes defenderam que a liberação aguardasse a sanção do Orçamento.

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