Fortaleza tem 16 mil novos imóveis isentos de IPTU em 2026
Inclusão ocorre após revisão cadastral realizada por meio de imagens aéreas.
Um total de 16 mil imóveis passou a ser isento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) em Fortaleza. Em contrapartida, 5.747 residências que antes não pagavam o tributo passaram a ser tributadas.
As mudanças ocorreram após a atualização cadastral de 100 mil imóveis, realizada pela Secretaria Municipal das Finanças de Fortaleza (Sefin), com o uso de imagens aéreas para verificar a situação dos empreendimentos.
Portanto, do total de imóveis revisados, 21,7 mil tiveram a condição de isenção atualizada: 16 mil passaram a ser isentos e 5,7 mil perderam o benefício.
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A Sefin não detalhou os critérios que levaram à isenção dos 16 mil imóveis em 2026, nem informou quais bairros da Capital concentram o maior número de imóveis que ganharam ou perderam o benefício.
Já em relação ao fim da isenção, a pasta explicou que se "ao acréscimo da área construída" desses empreendimentos.
Entenda as mudanças
O IPTU 2026 de Fortaleza não teve reajuste na alíquota. No entanto, a revisão cadastral dos imóveis pode ter provocado aumento no valor do imposto, de acordo com as características atualizadas de cada propriedade.
Por esse motivo, alguns moradores perceberam aumento no valor do IPTU em 2026. Segundo relatos de proprietários, o reajuste chegou a até 70% em relação ao valor pago no ano anterior.
De acordo com a Sefin disse, a atualização cadastral foi feita de forma "regular" em Fortaleza, sem concentração em bairros específicos. Ao todo, os imóveis que foram revisados representam 11% do total de 870 mil imóveis sujeitos à incidência do IPTU na Capital, segundo a pasta.
O coordenador de Administração Tributária da Sefin, Paulo Martins, ressaltou que esse tipo de reajuste é rotineiro, ganhando mais intensidade no ciclo de 2026 devido à atualização das imagens aéreas da cidade.
Ele também frisou que a maioria dos imóveis teve um aumento de apenas 4,4% no valor do IPTU, o equivalente à reposição inflacionária do período.
“Foi realizado um voo em 2023, e com base nessas imagens fazemos os ajustes. A empresa passou o ano de 2024 processando os dados e nos entregou o material em 2025. A partir dessas imagens, identificamos incremento de áreas, reformas ou outros atributos externos que podem provocar aumento no imposto”, definiu.