É hoje! Chegou o dia da grande e aguardada Feira da Indústria Fiec

A exposição terá quase 350 empresas industriais que ocuparão 400 estandes nos dois pavilhões do Centro de Eventos. Mais de 80 mil pessoas a visitarão

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
Legenda: Estande da Fiec, que idealizou e está executando a Feira da Indústria, o maior acontecimento do setor industrial do Ceará
Foto: Egídio Serpa
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Chegou o dia! É hoje! Quase um ano depois de muitas providências adotadas após haver brotada a boa ideia de fazê-la, será aberta nesta segunda-feira, às 9h30, no Centro de Eventos do Ceará, a Feira da Indústria Fiec, a qual, diante da área ocupada pelos mais de 400 estandes de grandes, pequenas e médias empresas locais, pode ser já considerada como a maior exposição do setor industrial do Nordeste. Para o cearense que ainda desconhece o que sua indústria produz, como produz e para quem vende o que produz, esta coluna pode assegurar: os que a visitarem, hoje e amanhã, terão uma agradável, bela, bem iluminada, confortável e larga surpresa. 

E a primeira será quase um apelo da Fiec para que todos prestemos atenção ao fato de que “a indústria está conectada ao nosso dia a dia”, como diz à coluna o presidente da Federação das Indústrias (Fiec), Ricardo Cavalcante, autor da ideia. E isto é mais do que verdade.  

Atentem: ao acordarmos, somos submetidos a uma rotina que nos leva a escovar os dentes, e aí entram a pasta e a escova dentais, ambos produzidos pela indústria da higiene pessoal; em seguida, vem a troca de roupa fabricada pela indústria têxtil e de confecções; depois, o café da manhã, em cuja mesa estão, no mínimo, a rubiácea moída e torrada, o leite, o pão ou os pães, a bolacha, o biscoito, o cuscus, o queijo, o requeijão – tudo produzido pela indústria de alimentos; a viagem de casa para o trabalho ou para a escola é feita em ônibus ou em veículo de passeio saídos da indústria automobilística; o lanche das 10 horas tem a vitamina produzida pela indústria de sucos; no menu do almoço, estão as proteínas que vêm dos frigoríficos industriais, com os azeiteis e os óleos vegetais igualmente industrializados; no jantar, a mesma coisa. Enfim, “nossa vida está realmente conectada com o dia a dia da indústria, e vice-versa", reforça Ricardo Cavalcante. 

Por que a Feira da Indústria Fiec? Há várias respostas para esta pergunta, a primeira das quais é simples: porque o cearense precisa de conhecê-la. Ele, até agora, desconhece que está no Ceará a líder da indústria brasileira de fogões, a Esmaltec, do Grupo Edson Queiroz; também não sabe que o mesmo grupo é dono da campeã do mercado nacional de águas minerais, a Minalba Brasil; e não sabe que é cearense a maior indústria brasileira e latino-americana de massas, biscoitos, bolachas e granolas, a M. Dias Branco. Dois dos maiores grupos da indústria têxtil do país, a Vicunha e a Santana Textiles, tem fábricas em Fortaleza e municípios de sua Região Metropolitana; o maior grupo brasileira da indústria de calçados, a Grendene, tem no Ceará seu maior parque fabril – em Sobral há sete unidades que empregam formalmente mais de 15 mil pessoas.  

É pouco? Há mais: uma das maiores e mais modernas indústrias de aço do Brasil é a AcelorMittal, localizada no Pecém, cuja produção de 3 milhões de toneladas de placas de aço é exportada para mais de 30 países, incluindo os EUA; está também no Complexo do Pecém a Aeris Energy, maior fabricante nacional de pás eólicas; na vizinha cidade de Aquiraz está fincada a fábrica brasileira da gigante multinacional dinamarquesa Vestas, maior do mundo na fabricação de turbinas eólicas. E qual é a maior empresa brasileira desenvolvedora de projetos de geração de energias renováveis? É a Casa dos Ventos, do engenheiro e empresário cearense Mário Araripe. E qual é a maior fábrica de rações do Nordeste? Resposta: a cearense Samaria Rações. E a de lacticínios? Resposta: a Alvoar (antiga Betânia); e a de máquinas e implementos agrícolas? Resposta a Cemag. 

Pois bem: todas essas empresas e mais dezenas de outras da construção civil; da fabricação de roupas e fios de algodão; de cervejas, refrigerantes e sucos; de carnes de frango; de peixes, pescados e mariscos; de móveis domésticos e industriais; de amêndoas e de pneus estarão na Feira da Indústria Fiec, que será aberta pelo governador Elmano de Freitas.  

O evento cumprirá uma programação intensa, que inclui palestras sobre diferentes e atualizados temas, incluindo a Inteligência Artificial, shows musicais (com Raimundo Fagner Waldonys), rodadas de negócios e troca de experiências. A Qair Brasil, uma das grandes do setor de energia, apresentará uma grande novidade: um gerador movido a hidrogênio (foi o que este colunista viu ontem, no Centro de Eventos, durante sua segunda visita aos trabalhos de preparação para a feira). 

“Posso assegurar que os dois dias da Feira da Indústria Fiec serão mesmo de boas novidades para as mais de 80 mil pessoas que, pela nossa estimativa, a visitarão hoje e amanhã”, disse o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, que não esconde seu entusiasmo com a realização desse evento multitudinário. 

A feira será aberta às 9h30 pelo governador Elmano de Freitas, que terá ao seu lado o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, e o presidente da CNI, Ricardo Alban. Ela será realizada em uma arena localizada no Pavilhão Leste do Centro de Eventos, no mesmo local em que, logo em seguida, haverá o primeiro de uma série de desfile de modas, que apresentarão roupas fabricadas pelas indústrias cearenses de confecções. 

Nessa arena caberão 1.800 pessoas, que verão uma apresentação em LED com 360 graus de exibição, com vídeos que mostrarão as virtudes do algodão. 

FAEC PROMOVERÁ NO DIA 19 O CONEXÃO AGRO EM IGUATU 

Em parceria com a Prefeitura de Iguatu, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), realizará, no próximo dia 19, Dia de São José, o Conexão Agro – Edição Iguatu. 

A iniciativa será voltada ao fortalecimento do setor agropecuário cearense, com foco na capacitação, integração e troca de experiências entre produtores, técnicos, empresários e instituições ligadas ao agronegócio. 

O evento, que deve receber um público de 1.500 participantes, acontece em uma data simbólica para o campo, historicamente associada ao período chuvoso e à expectativa de uma boa colheita.  

A programação inclui serviços, palestras, oficinas e atividades técnicas, com o objetivo de promover inovação, boas práticas produtivas e gestão no campo, por meio de uma ação integrada de serviços, na qual os parceiros disponibilizam atendimentos, orientações e serviços à população. 

“O Conexão Agro é um espaço de diálogo, aprendizado e conexão, pensado para levar informação de qualidade e oportunidades diretamente aos produtores do interior”, diz Amílcar Silveira, presidente da Faec. 

O público-alvo inclui produtores rurais, técnicos, extensionistas, empresários, estudantes e demais profissionais ligados ao agro. Iguatu foi escolhida por ser um polo estratégico para o desenvolvimento da agropecuária na região Centro-Sul do Ceará. 

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