Dólar cai pelo sétimo pregão seguido e fecha a R$ 4,83

Moeda americana acumula perda de 6,28% no mês

Escrito por Estadão Conteúdo,

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Legenda: Dólar cai pelo sétimo pregão seguido e acumula perda de 6,28% no mês
Foto: Divulgação / Arquivo

Apesar de certa instabilidade e troca de sinais ao longo da sessão, o dólar à vista caiu pelo sétimo pregão consecutivo nesta quinta-feira (24), fechando a R$ 4,83. O dia foi marcado por relatos de fluxos estrangeiros para ativos domésticos e por nova rodada de valorização de divisas emergentes e de países exportadores de commodities ante a moeda americana

Pela manhã, o dólar chegou até a romper o piso de R$ 4,80 e tocou no patamar de R$ 4,76, ao registrar mínima a R$ 4,7650 (-1,63%), com zeragem de posições no mercado futuro e possíveis aportes para a renda fixa local.

O Tesouro Nacional vendeu no fim da manhã lote integral de NTN-F (R$ 415,8 milhões), o papel público preferido dos estrangeiros. Também foi colocada oferta integral de LTN (R$ 8,4 bilhões), títulos mais absorvidos por investidores domésticos, mas que podem também ter atraído capital externo.

Em meio a ajustes e movimentos de realização de lucros, a divisa operou pontualmente em terreno positivo no início da tarde, tendo alcançado máxima a R$ 4,8575 (+0,27%). Logo em seguida, contudo, voltou a cair e, após passar o restante do pregão orbitando R$ 4,82, fechou a R$ 4,8320, em baixa de 0,25% — o que levou as perdas acumuladas em março a 6,28%.

A queda do dólar nesta quinta-feira foi em menor magnitude do que a observada nos pregões anteriores: -1,44% (dia 23), -0,59% (22) e -1,42% (dia 21).

Queda das cotações do petróleo

O ritmo de apreciação do real teria sido limitado pela queda das cotações do petróleo, com o barril tipo brent abaixo de US$ 120. Houve também a sinalização do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em apresentação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), de que o ciclo de aperto monetário provavelmente se encerrará em maio, com alta da taxa Selic em 1 ponto porcentual, para 12,75% ao ano.

Tendo acumulado uma depreciação de 6,10% entre o fechamento do pregão do dia 15 e na quarta-feira (23), era natural também que o movimento de baixa da moeda americana perdesse um pouco de fôlego, dizem analistas.

O pano de fundo favorável ao real, contudo, ainda permanece: manutenção de commodities em patamares elevados, com o prolongamento da guerra na Ucrânia e as sanções do Ocidente à Rússia, e amplo diferencial entre juros internos e externos. Isso apesar da alta dos retornos dos Treasuries, diante da crescente expectativa de que o Federal Reserve vá acelerar o passo no processo de alta dos juros.

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