Comércio admite prejuízos, mas apoia medidas restritivas

Representante ainda defende que lojas não são vetores de contaminação

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Legenda: "O espaço de atividades comerciais não é vetor de infecção. Nossos lojistas seguem todos os procolos e acredito que reduzir o horário vai contribuir para aglomerações", afirma Cordeiro.
Foto: Helene Santos

O comércio de Fortaleza terá a primeira redução do horário de funcionamento desde a reabertura das atividades econômicas iniciada em junho. Atualmente autorizado a operar até às 23h, as lojas terão de fechar às 20h a partir desta quarta-feira (3), de acordo com o decreto estadual anunciado na terça-feira (2) pelo governador Camilo Santana. Representante do setor admitem que haverão prejuízos, mas apoiam decisão.

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Ceará (FCDL-CE), Freitas Cordeiro, defende que o varejo não é espaço de contaminação da Covid-19 e que a redução no horário pode acabar gerando mais aglomerações.

> Veja quais setores poderão funcionar após as 20h

"O espaço de atividades comerciais não é vetor de infecção. Nossos lojistas seguem todos os protocolos e acredito que reduzir o horário vai contribuir para aglomerações, porque as pessoas vão continuar demandando esses espaços, mas em um período menor", argumento.

Ele acrescenta, no entanto, que entende a medida e a gravidade do momento. "É muito difícil criticar essa decisão, por conta do quadro que vem se agravando. A vacinação ainda não chegou para todos e a medida mais eficiente ainda é obedecer aos protocolos, usar máscara, manter o distanciamento, higienizar as mãos", ressalta.

Cordeiro ainda demonstra preocupação com a nova variante do coronavírus, que demonstra contaminar de forma mais veloz e grave. "O momento não é de flexibilização, mas as pessoas não se conscientizam disso, só quando chegam na porta do hospital e não tem vaga", dispara.

O presidente da FCDL-CE também lembra que, com os funcionários sendo liberados mais cedo, eles terão mais tempo livre que pode ser usado infringindo alguma determinação estadual.

"Com eles na loja, pelo menos eu tenho algum monitoramento. A grande massa é indisciplinada, infelizmente. Todo fim de semana a gente vê a polícia fechando festa com 1,5 mil pessoas", destaca.

Shoppings

O novo horário também vale para as lojas dos shoppings da Capital. Procurada, a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) informou, em nota, que acredita ser possível continuar a operação seguindo protocolos rígidos.

Confira o comunicado:

"A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) reforça que com o rígido protocolo de operações desenvolvido em parceria com a área de consultoria do Sírio-Libanês, os shoppings mostraram ao longo do ano ser possível equilibrar saúde e economia, o que permitiu a manutenção dos mais de 3 milhões de empregos gerados pelo setor. A Abrasce considera que a alta no número de internações por Covid-19 tem sido impulsionada por outros setores que não investiram na criação e manutenção de protocolos de segurança, prejudicando o mercado, a recuperação econômica e impactando a saúde de forma negativa".

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