Cesta Básica de Fortaleza tem variação de 1,63% em agosto, segundo o Dieese

A inflação no preço da Cesta Básica na capital cearense foi influenciada pela alta de oito produtos da cesta, dos quais destacam-se o óleo (10,78%), a carne (4,61%) e o arroz (4,42%)

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Legenda: Entre as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, Fortaleza tem a décima cesta mais cara
Foto: Diário do Nordeste

No mês agosto, o conjunto dos 12 produtos que compõem a Cesta Básica de Fortaleza registrou uma inflação de 1,63% em relação ao mês de junho, de acordo com pesquisa divulgada nesta sexta-feira (4), pelo Departamento Inrtersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A inflação no preço da Cesta Básica na capital cearense foi influenciada pela alta de oito produtos da cesta, dos quais destacam-se o óleo (10,78%), a carne (4,61%) e o arroz (4,42%). Com isso, para adquirir os produtos da cesta básica, o trabalhador precisou desembolsar R$ 462,13, valor que representa 47,81% do salário mínimo vigente de R$ 1.045,00. 

De acordo com a pesquisa, as variações semestral e anual da Cesta Básica, em Fortaleza, foram de -0,19% e 14,72%, respectivamente. Isto significa que a alimentação básica em agosto de 2020 (R$ 462,13) está um pouco mais barata do que em fevereiro de 2020 (R$ 462,99) e mais cara do que em agosto de 2019 (R$ 402,84).

Variação semestral e anual
No semestre, dos produtos que compõem a Cesta, os únicos itens a apresentarem reduções nos preços foram a banana (-14,08%) e o tomate (-33,56%). Já os que apresentaram alta nos preços, os destaques vão para o arroz (25,33%), o óleo (22,14%) e o feijão (21,11%), 

Na série de 12 meses, dos produtos que compõem a Cesta três itens sofreram reduções nos preços: a banana (-12,32%), o café (-2,29%) e o tomate (-0,20%). Dos itens que apresentaram elevação nos seus preços, destacam-se o feijão (44,89%), o óleo (38,99%) e a carne (38,65%).

Tomando como base o salário mínimo vigente no país de R$ 1.045,00 (valor correspondente a uma jornada mensal de trabalho de 220 horas), pode-se dizer que o trabalhador de Fortaleza precisou desprender 97h e 17 minutos de sua jornada de trabalho mensal para adquirir os produtos. O gasto com alimentação de uma família padrão (2 adultos e 2 crianças) foi de R$ 1.386,39 no mês de agosto, segundo o Dieese.

Entre as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, Fortaleza tem a décima Cesta mais cara, atrás de São Paulo, Florianópolis, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Vitória, Curitiba, Campo Grande, Goiânia e Belo Horizonte. 

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