Alugar ou comprar árvore de Natal? Veja qual compensa mais
A melhor opção financeira depende do perfil pessoal de cada consumidor.
O mês de novembro é a época de começar a preencher casas, os comércios e as vias públicas com o conhecido espírito natalino. É o momento em que pisca-piscas, guirlandas e, claro, árvores de Natal estão expostas nas vitrines das lojas de decoração, prontos para a venda. Entretanto, vale a pena comprar esses itens?
Alguns acreditam que seja o melhor caminho e partem em busca de adquirir ou renovar as decorações para esse que é o penúltimo feriado do ano. Porém, há quem prefira alugar a árvore de Natal e até outros enfeites menores, na tentativa de economizar nas despesas.
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Em Fortaleza, as árvores para venda, a partir de 1,80 metros, começam a ser ofertadas com uma média de R$ 330, podendo ultrapassar R$ 2500, a depender da altura, do volume, da qualidade do material e da quantidade de galhos.
O aluguel da árvore já decorada, por outro lado, está na média de R$ 2 mil, a depender da loja e do período de permanência da decoração. Em geral, os itens ficam alugados entre os meses de novembro e janeiro.
Pensando nesse dilema entre comprar e alugar, o Diário do Nordeste conversou com o economista Alex Araújo para entender as vantagens e desvantagens existentes em cada opção e analisar qual escolha funciona melhor para cada público.
Vantagens e desvantagens
Comprar
Como qualquer aquisição de bem, a árvore de Natal é um gasto que será diluído ao longo do tempo. Apesar de exigir um investimento inicial alto, Alex afirma que é a opção mais econômica a longo prazo, com a decoração podendo ser reaproveitada por dois ou mais anos.
É importante lembrar que a compra do item natalino precisará ser acompanhada de gastos com enfeites menores e luzes estilo pisca-pisca, pois, em sua maioria, são vendidos separadamente.
O economista lembra, entretanto, que o consumidor passa a assumir “o custo invisível de armazenamento”, ou seja, é preciso ter um ambiente adequado para guardar os enfeites durante o restante do ano e evitar mofo e desgastes.
Para quem não gosta de repetir o mesmo modelo de decoração seguidamente ou busca estar sempre por dentro dos estilos mais atuais, comprar também pode sair mais caro, pois há uma chance dos itens "saírem de moda” entre um Natal e outro.
Alugar
Em geral, os locais que disponibilizam o serviço de aluguel permitem que os clientes tenham posse até o mês de janeiro. Esta é a melhor opção para quem está com o orçamento apertado ou busca um custo menor e mais pontual.
O consumidor deixa de ter a preocupação com gastos de manutenção e com o armazenamento, além da decoração já estar embutida no valor do aluguel. É possível, também, inovar em diferentes estilos de decoração a cada novo período natalino.
Porém, Alex aponta que esse custo anual, em poucos natais, já ultrapassa o valor que seria gasto na compra da árvore e dos enfeites próprios. Portanto, essa opção se torna mais cara a longo prazo.
É preciso se atentar, também, à qualidade dos produtos ofertados no aluguel. O valor total pode não compensar para o consumidor caso as peças sejam de segunda mão ou estejam danificadas.
O que evitar?
Assim como qualquer decisão financeira, há atitudes que fazem o consumidor gastar de maneira excessiva e desnecessária. Alex afirma que, muitas vezes, essas despesas altas são causadas pela impulsividade e pela falta de pesquisa.
Ele explica que o erro mais comum está em “esquecer que a árvore é apenas o começo. Luzes, bolas, guirlandas e presépios podem facilmente triplicar o custo se não forem orçados previamente”.
Além disso, árvores de Natal mais baratas, em geral com galhos mais finos e distantes uns dos outros, podem significar maiores gastos com enfeites, devido à necessidade de “preencher os espaços vazios”.
O período de compra e de aluguel também requer atenção. Para quem decide investir na própria árvore, é importante ter em mente que os valores passam a aumentar significantemente à medida que a data comemorativa se aproxima.
Já para o aluguel, o economista afirma que realizar a locação “muito cedo impõe um custo maior”, enquanto esperar demais “reduz a disponibilidade de opções para escolha”. Confira, a seguir, algumas recomendações do especialista para evitar extrapolações financeiras:
- Não compre no impulso ou na véspera da data comemorativa;
- Ao alugar, opte pelo equilíbrio: não loque muito cedo, mas não deixe para última hora;
- Esteja ciente que árvores de preço baixo podem levar a mais gastos com enfeites;
- Faça pesquisas e orçamentos prévios, tanto das árvores, quanto das decorações menores;
- Ao alugar, atente-se para o contrato e para o prazo de devolução;
Qual o melhor período para comprar sua árvore de Natal?
Apesar de novembro e dezembro serem os meses com maior divulgação de produtos natalinos pelas vitrines das lojas de decoração, este período não é o mais recomendado para quem busca obter maiores descontos.
Segundo Alex Araújo, o melhor momento de comprar é logo após o Natal, quando “os descontos podem chegar à 50% ou mais”. Isso porque, todos os anos, no mês de janeiro, os varejistas realizam liquidações altas para poder “desovar o estoque” restante.
Ele reforça que, para o consumidor que não quer ou não pode fazer esse investimento logo no começo do ano, os meses de setembro e outubro ainda possuem valores estáveis e alta variedade de produtos.
Por outro lado, devido à alta procura, novembro e dezembro são considerados o período com valores mais elevados. Quanto mais perto da data comemorativa, maior a chance de os comércios subirem os preços.
Qual a melhor opção?
Mesmo com os diferenciais financeiros impostos para cada gasto, Alexa afirma que a decisão final depende da prioridade e do momento de vida de cada consumidor.
O economista explica que “a compra é a melhor opção para a economia de longo prazo”, destinada a famílias que pretendem manter a decoração por um período de tempo maior, em torno de 3 ou 4 anos, e que não têm intenção de mudar drasticamente o estilo de decoração anualmente.
O aluguel, no entanto, é “a melhor opção para o controle do orçamento imediato e a flexibilidade de estilo”. Ele também é recomendado para empresas, eventos pontuais e para quem mora em espaços pequenos.
Talvez uma boa solução seja um misto: aquisição de itens mais caros e que mudam menos, como árvore e parte da decoração, e aluguel de itens que necessitem de instalação ou sejam difíceis de manter, como iluminação
*Estagiária sob supervisão do jornalista Hugo R. Nascimento.