Com INPC de 3,9%, reajuste de aposentadorias ficará abaixo da inflação

Índice ficou abaixo do IPCA, o que significa reajuste menor para os segurados que ganham acima de um salário mínimo.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 13:51)
Fachada de um prédio azul e branco da Previdência Social (INSS) com o logotipo da instituição e pessoas na entrada.
Legenda: Índices afetarão a previdência de aposentados e pensionistas que recebem acima de um salário mínimo.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O reajuste de aposentadorias e pensões do INSS acima do salário mínimo ficará abaixo da inflação oficial do Brasil. Isso ocorre pois o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou em 3,9%, abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que terminou 2025 em 4,26% e serve para medir a inflação do País. Os indicadores foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O prejuízo aos aposentados e pensionistas acontece pois o INPC é utilizado para corrigir os benefícios do INSS. A diferença entre o INPC e o IPCA, portanto, significa uma perda do poder de compra. O índice é calculado com base na rende de famílias com rendimento de 1 a 5 salários mínimos, e é usado para reajustar aposentadorias desde 2003.  

Segundo os indicadores, o teto Previdência Social deve subir de R$ 8.157,41 para R$ 8.474,55 em 2026. A aplicação do reajuste, entretanto, ainda vai depender da publicação de portaria do Governo Federal no Diário Oficial da União (DOU), com os valores atualizados. 

Já para os segurados que recebe um salário mínimo, o reajuste será automático, pois é acompanhado do piso nacional. O novo salário mínimo, de R$ 1.621, entrou em vigor no último dia 1º de janeiro.

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Como ficou o INPC no Brasil?

Conforme o IBGE, o INPC teve alta de 0,21% em dezembro de 2025. No mesmo mês de 2024, o índice havia sido 0,48%. A cidade que registrou a maior variação na taxa foi Porto Alegre, com 0,57% de alta, enquanto Curitiba foi a cidade com menor variação, com uma queda de 0,22%. 

Em relação aos preços de produtos e serviços, a maior variação foi na habitação, que terminou com o ano com 6,78% de alta. Em seguida, vieram os gastos com educação, com alta de 5,99%, seguidos de despesas pessoais, que cresceram 5,63%.

Confira os resultados por grupo 

  • Alimentação e bebidas: 2,63%
  • Habitação: 6,78%
  • Artigos de residência: - 0,20%
  • Vestuário: 4,58%
  • Transportes: 2,64%
  • Saúde e cuidados pessoais: 5,20%
  • Despesas pessoais: 5,63%
  • Educação: 5,99%
  • Comunicação: 0,48%

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