No Centro de Eventos, saiu a indústria e agora entra o agro

Faec prepara-se para realizar a PecBrasil, novo nome da Pecnordeste, que se realizará em junho

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
Legenda: Foto da Pecnordeste 2025. Neste ano, a feira do agro mudará de nome e passará a chamar-se PecBrasil, pois ganhou dimensão nacional
Foto: Divulgação
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Sai de cena o setor industrial, que promoveu, na segunda e na terça feiras passadas, com êxito espetacular, sua Feira da Indústria Fiec, e entra, agora, a agropecuária, que prepara mais uma edição de sua Pecnordeste, cuja denominação, daqui para a frente, mudou para PecBrasil, tendo em vista a grandiosidade e a fama que ela ganhou nos últimos quatro anos: antes, era um ajuntamento de meia dúzia de galhardas empresas que faziam a tímida exposição dos seus produtos. Hoje, a Pecnordeste, ou PecBrasil, tornou-se algo impressionante: ela ocupa, há três anos, todos os espaços dos dois pavilhões Leste e Oeste do Centro de Eventos do Ceará, cuja área total é de 76 mil m². 

Coordenador dessa feira, que neste 2026 se realizará nos dias 25, 26 e 27 do próximo mês de junho, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará, Amílcar Silveira, revela à coluna que, neste momento, 90% dos estandes da PecBrasil já estão comercializados. E ainda adianta que, neste ano, o evento terá boas novidades, inclusive na sua estrutura. Silveira não esconde que essas novidades nasceram da recente Feira da Indústria. 

“Eu fiquei realmente impactado pelas inovações apresentadas pela Fiec na sua feira. O que é bom tem de ser reprisado e melhorado, e é o que tentaremos fazer na PecBrasil deste ano”, disse o presidente da Faec com o entusiasmo que o caracteriza. 

Por que PecBrasil? – indagou a coluna. Amílcar Silveira respondeu: 

“Porque, agora, como vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), tenho alargado meus contatos com as federações estaduais do nosso setor e, também, com os sócios e diretores de grandes empresas do agro, vários dos quais, informados sobre a dimensão da Pecnordeste, manifestaram seu desejo de, também, participar da nossa feira. Esta é a razão pela qual mudamos a denominação da Pecnordeste para PecBrasil.” 

O agro cearense assumiu o protagonismo da economia cearense, liderando, com seu excepcional desempenho, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Na opinião de Rita Grangeiro – sócia e diretora da Fazenda Grangeiro, que produz em Paracuru feijão e coco verdes durante o ano inteiro, para o que se utiliza da moderna irrigação por gotejamento – “o nosso agro cresceu nos últimos 20 anos, incorporando tecnologia e inovação, além de boas práticas agrícolas, o que nos fez dar um salto de qualidade e chegar ao ponto em que chegamos”. 

Mas o empresário e consultor em agro Luiz Roberto Barcelos põe o pé no chão da realidade e afirma que, enquanto alguns setores da agropecuária cearense alcançaram padrões internacionais, outros ainda pelejam para chegar a esse nível, pois ainda enfrentam toda sorte de dificuldade como a incerteza da pluviometria, o trato do solo, a burocracia dos organismos ambientais, a carência do financiamento pela alta taxa de juros, enfim, eles têm desafios a superar, e são desafios para cujo enfrentamento exigem-se disposição para o trabalho, competência e, também, dinheiro para o investimento”.  

Rita Grangeiro – que neste momento está empenhada em organizar mais um Espaço da Mulher do Agro na primeira edição do PecBrasil, em junho, no Centro de Eventos do Ceará – está otimista quanto ao futuro da agropecuária estadual.  

“Já atravessamos o deserto da desconfiança, porque, há 20-30 anos, poucos acreditavam em nós. Agora, todos já acreditam, e a prova disto é o destaque nacional que ganhou a nossa Pecnordeste. Esse menu de conquistas foi possível pelo contínuo e persistente trabalho dos nossos agropecuaristas, pela forte liderança política que o setor passou a ter com a chegada do Amílcar Silveira à presidência da Faec e pelo seu permanente diálogo com o governo do Estado.”  

“Mas tenho de citar, por justiça, os grandes investimentos que o setor privado fez e vem fazendo na ampliação e modernização de suas empresas na fruticultura, na carcinicultura, na cotonicultura, na sojicultura, na pecuária leiteira e de corte, na apicultura, na floricultura e em outras áreas da atividade econômica. Não tenho dúvida de que estamos a trilhar o caminho correto, superando os obstáculos que são próprios de quem empreende”, finalizou Rita Grangeiro. 

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