Qual o futuro próximo da Indústria cearense? Os CEOs responderam

Erick Torres (ArcelorMittal); Alexandre Negrão (Aeris), Sidney Leite (M. Dias Branco) e Carlos Rotella (Grupo Edson Queiroz) foram convergentes

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
Legenda: Carlos Rotella, CEO do Grupo Edson Queiroz, fala na Feira da Indústria Fiec sobre o futuro próximo do setor industrial do Ceará
Foto: Egídio Serpa
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Depois do retumbante sucesso que foi a primeira Feira da Indústria Fiec, encerrada ontem à noite com show de Raimundo Fagner, surge a pergunta: qual será o futuro próximo do dinâmico setor industrial cearense?  

CEOs de quatro dos maiores grupos empresariais do Ceará – M. Dias Branco, Edson Queiroz, Arcelor Mittal e Aeri Energy – deram respostas durante debate realizado ontem à tarde no principal auditório da Feira da Indústria Fiec, mediado pela jornalista Juliana Morrone. 

Erick Torres, da ArcelorMittal; Sidney Leite, de M. Dias Branco; Alexandre Negrão, da Aeris; e Carlos Rotella, do grupo Edson Queiroz, foram unânimes em reafirmar que 1) estão muito satisfeitos com o que acontece com a indústria cearense, que, no ano passado, cresceu mais do que a do país; 2) há um importante aliado que faz catapultar esse crescimento, a Federação das Indústrias (Fiec), cujo presidente está 24 horas de plantão para encaminhar e buscar soluções para problemas que as empresas enfrentam; 3) o governo do Estado é proativo, e isto faz boa diferença e contribui para que as dificuldades sejam superadas; e 4) o cearense é um povo dedicado ao trabalho e de fácil adaptação às novas tecnologias, o que é outra vantagem comparativa. 

Os quatro grupos empresariais representados no debate pelos seus presidentes executivos são líderes nacionais nos setores em que atuam: M. Dias Branco é o primeiro do ranking do mercado brasileiro de massas, biscoitos e granolas; Grupo Edson Queiroz é o campeão do mercado nacional de fogões, com sua Esmaltec, e também do mercado de águas minerais, por meio da Minalba Brasil; ArcelorMittal, por sua vez, é a mais moderna siderúrgica do país e suas placas de aço são exportadas para mais de 30 países, inclusive os EUA; e a Aeris Energy é a maior planta de fabricação de pás eólicas da América Latina e uma das maiores do mundo.  

Rotella, Torres, Leite e Negrão alinharam-se no discurso que ressaltou a importância da Feira da Indústria Fiec, e não esconderam sua surpresa diante da grandiosidade do evento promovido pela entidade líder do setor industrial do Ceará.  

E disseram, com outras palavras, cada um do seu jeito, que a feira deste ano é o ponto de partida do projeto de fazer da indústra cearense cada vez mais integrada ao desenvolvimento econômico do país, obediente aos princípios ESG de respeito ao meio ambiente, priorizando e melhorando as relações sociais e assegurando transparência na gestão corporativa (a governança). 

Os quatro pediram aplausos para o presidente da Fiec, presente ao debate. E foram prontamente atendidos.  

ECONOMIA AZUL TAMBÉM FOI TEMA DA FEIRA DA INDÚSTRIA 

No fim da manhã de ontem, terça-feira, houve na Feira da Indústria Fiec um debate sobre a Economia do Mar, ou Economia Azul. Ele foi medida por Guilherme Muchale, gerente do Observatório da Indústria, uma plataforma digital criada e em operação na Federação das Indústrias do Ceará, contendo cerca de 7 trilhões de básicas e sofisticadas informações sobre a economia cearense, nordestina, brasileira e mundial. A essa plataforma tem recorrido grandes, médias e pequenas empresas privadas e públicas, e também minístérios do governo da União. 

Desse debate participaram Rogério Morais, analista do Sebrae Ceará, especialista em inovação e competitividade; Leila Andrade, consultora em Economia Azul; e Rômulo Soares, presidente da Câmara Setorial da Economia Azul, que opera no âmbito da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece). 

Soares fez um anúncio importante: no próximo mês de junho, Fortaleza sediará a primeira Summit da Economia Azul.  

Antes desse anúncio, Rômulo Soares fez uma denúncia: os dois rios que cortam Fortaleza – o Cocó e o Ceará -- estão ajudando a poluir o mar cearense, despejando neles todo tipo de detrito, inclusive, e principalmente, plásticos. E disse que a Câmara Setorial que ele preside lançará uma campanha cujo objetivo é, por meio da conscientização da sociedade, retirar de dentro do mar 1 milhão de quilos de plástico. 

Rômulo Soares lembrou que esta é a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável do Planeta, cujo prazo de atuação estende-se desde o recente 2021 até o próximo 2030.  

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