50.221 visitaram a Feira da Indústria no seu primeiro dia
Presidente da CNI, Ricardo Alban, disse: “Se a estreia é assim, imaginem como serão as próximas feiras.”
As duas mil pessoas que lotaram ontem a tecnológica arena na qual foi aberta, no Centro de Eventos, a primeira Feira da Indústria Fiec ouviram em alto e bom som o que disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o empresário baiano Ricardo Alban, na opinião de quem “se na estreia temos toda essa grandiosidade e beleza, fico a imaginar como serão as próximas feiras”. Alban tem razão, e o que ele disse faz todo o sentido. Desde ontem e por todo o dia de hoje, o Centro de Eventos do Ceará é o ponto de atração de dezenas de milhares de pessoas que visitam a maior exposição do setor industrial da região Nordeste.
Durante o dia de ontem, visitaram a feira exatas 50.221 pessoas, informou a Fiec. Um recorde.
Pela manhã, à tarde e à noite de segunda-feira, 9, a Feira da Industria Fiec juntou alegria, curiosidade, confraternização, surpresa e negócios, muito negócios, o que se repetirá ao longo do dia de hoje, quando o evento finalizará às 20 horas com um show do cantor e compositor Raimundo Fagner (o show de ontem foi do cantor, compositor, poeta, repentista, piloto de acrobacia e sanfoneiro Waldonys, visto e aplaudido por seis mil pessoas que se aglomeraram diante de um enorme palco montado entre os pavilhões Leste e Oeste do Centro de Eventos do Ceará).
Fernando Cirino Gurgel, Jorge Parente e Beto Studart, ex-presidentes da Fiec, que viram a cerimônia de abertura da feira, presidida pelo governador Elmano de Freitas, confessaram à coluna, com outras palavras, que tinham certeza de que a Feira da Indústria seria um grande acontecimento, “mas jamais pensamos que ela teria essa gigantesca dimensão”. Os três – citados pelos oradores da solenidade – mostraram-se impressionados com as inovações, a primeira das quais foram as portas abertas para o livre acesso do público às áreas da feira, sem a necessidade de inscrição, que foi feita muitos dias antes, por meio de um endereço eletrônico. Outra novidade, foi o uso da tecnologia na iluminação dos estandes, da passarela que liga os dois pavilhões do Centro de Eventos e, ainda, os miniauditórios instalados nas seis ilhas em que a feira foi dividida.
Mas a maior novidade foi a concepção do auditório principal da feira, projetado e executado com a ajuda da Inteligência Artificial. Um cubo, na verdade um retângulo de 50 metros de comprimento por 20 de largura, nas laterais do qual, em espaços escalados, foram colocadas 2 mil cadeiras estofadas, de maneira a permitir que todos pudessem ver em detalhes o belíssimo e criativo desfile de moda que se realizou após a poesia de Bráulio Bessa e dos discursos do presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante; do presidente da CNI, Ricardo Alban; e do governador Elmano de Freitas.
Bem no meio desse retângulo, criou-se um corredor de piso coberto por carpete, onde o desfile aconteceu sob aplausos e delírio dos que o viram.
Circulando todo esse “auditório tech”, uma projeção de vídeos em 360 graus, algo inédito em Fortaleza. Foi nesse telão tecnológico que foram exibidas as mensagens musicais de alguns dos setores mais importantes da indústria cearense, como o de Energias Renováveis, o da Construção Civil, o de Alimentação, o Têxtil e de Confecções e o Calçadista.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária (Faec), Amílcar Silveira, que promove anualmente a Pecnordeste, na qual se inspirou o presidente da Fiec para projetar a Feira da Indústria, confessou a esta coluna que a próxima edição de seu grande evento agropecuário “com certeza aproveitará essas inovações”.
O senador Cid Gomes, presente ontem à feira e citado pelos oradores que o parabenizaram pela construção do Centro de Eventos do Ceará, recebeu muitos cumprimentos e disse à coluna:
“Agora sei que tive inspiração divina para projetar e construir este Centro de Eventos que nos dá orgulho”. E dá mesmo.
Hoje, a Feira tem uma programação técnica intensa, da qual faz parte um encontro de CEOs das grandes empresas do Ceará: Eric Torres, CEO da ArcelorMittal; Sidney Leite dos Santos, vice-presidente de Suplay Chain de M. Dias Branco, Alexandre Negrão, da Aeris Energy, e Carlos Rotella, CEo do Grupo Edson Queiroz. Esse encontro empresarial acontecerá de 13h30 às 14h30 no Espaço Fiec Connect, que é o mesmo auditório onde aconteceu o ato de abertura da Feira da Indústria Fiec.
BETO STUDART ENVIA CARTA A RICARDO CAVALCANTE
Ainda sob a emoção que sentiu no ato de inauguração da Feira da Indústria Fic, o empresário Beto Studart, ex-presidente da entidade, transmitiu ao seu sucessor, Ricardo Cavalcante, a seguinte carta:
“Hoje, tive a satisfação de participar, ao seu lado, daabertura da Feira da Indústria. Confesso que sempre o considerei um homem com carisma e estatura para ser um grande político, embora, sabidamente, você tenha escolhido continuar sendo um grande líder da indústria. Você reúne todos os predicados de uma liderança verdadeira: carisma, conhecimento, enorme capacidade de trabalho e, sobretudo, um respeito genuino pelos companheiros industriais e por todas as pessoas competentes que caminham ao seu lado. Além disso, possui uma memória impressionante e uma didática admirável para explicar, com clareza e segurança, tudo aquilo que domina.
“A feira inaugurada hoje já revela o tamanho de sua ousadia e de sua visão. Mais do que exercer o papel de presidente da Fiec, você se apresenou como um verdadeiro gigante da indústria cearense.
“Confesso que sai de lá vaidoso por você. Mas tenho absoluta certeza de que o sentimento que predominou entre todos os industriais presentes e, também, entre aqueles que foram apenas conhecê-la, foi de profunda admiração. Foi um verdadeiro show. Você deu mais um salto qualitativo e reforçou seu protagonismo na força da indústria do Ceará.
“E, para quem trabalha com propósito e coragem, sabemos bem: o Céu é o limite. Receba um abraço fraterno do seu amigo, companheiro, compadre e irmão, Beto Studart.”