Justiça aceita pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar
O plano de recuperação foi acordado com os principais credores.
A Justiça de São Paulo aceitou, nesta quarta-feira (11), o pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar após plano para renegociar R$ 4,5 bi em dívidas. O deferimento foi emitido pelo juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.
“Dando continuidade às negociações anteriormente informadas ao mercado, a Companhia, com autorização unânime do Conselho de Administração, celebrou um acordo com seus principais credores para apresentação de um plano de recuperação extrajudicial”, informou a Companhia.
De acordo com o comunicado, o plano abrange determinadas obrigações de pagamento sem garantia que não constituem obrigações correntes ou operacionais da Companhia, no montante total de aprox. R$ 4,5 bilhões, ficando expressamente excluídas obrigações correntes junto a fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas.
“O plano tem efeitos imediatos, prevê a suspensão das obrigações da Companhia junto aos credores afetados e cria um ambiente seguro e estável para a continuidade das negociações por 90 dias”, expressa ainda trecho do comunicado.
Nesse período, a Companhia afirmou que confia que conseguirá o apoio da maioria dos créditos sujeitos ao processo e espera chegar a uma solução estruturada que resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo.
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PLANO DE RECUPERAÇÃO
O plano de recuperação extrajudicial para renegociar as dívidas foi acordado com os principais credores e busca reorganizar o endividamento sem recorrer à recuperação judicial.
Conforme informações da TV Globo, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e contava com o apoio de credores que representam 46% dos créditos incluídos na negociação, o equivalente a aproximadamente R$ 2,1 bilhões.
O Grupo Pão de Açúcar enfrenta pressão financeira há alguns anos. Entre os principais problemas apontados estão: queda no consumo em períodos de alta da inflação de alimentos; juros elevados, que aumentaram o custo do pagamento das dívidas; despesas relacionadas a mudanças internas na gestão, entre outros gastos.