Tem um ladrão no seu extrato bancário, e ele não precisa de senha
A inflação corrói o poder de compra da família nordestina. Entenda como se defender.
No começo do ano, Seu José foi ao mercado de sempre, comprou as mesmas coisas de sempre e pagou mais do que esperava. Não foi uma coisa só. Foi a conta de luz mais alta. Foi a gasolina. Foi o botijão. Foi o arroz que subiu um pouco, o leite que subiu mais. Ele não sabe exatamente o nome desse fenômeno, mas sente no bolso todos os meses. Esse nome é inflação.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, acumulou alta de 4,44% em 2025, dentro da meta estabelecida pelo governo. Para quem olha o número na planilha, parece pouco. Para quem faz as compras da semana, a sensação é outra.
E há uma razão para isso. A inflação não pesa igualmente para todo mundo. Os itens que mais subiram em 2025, energia elétrica, combustíveis e transporte, têm um peso relativamente maior no orçamento de quem ganha menos.
O trabalhador do Nordeste, com renda média em torno de R$ 2.400 mensais, gasta proporcionalmente mais com esses itens do que a família de alta renda de São Paulo. O mesmo IPCA oficial pesa diferente em Fortaleza e no Leblon.
O que a inflação faz com o seu patrimônio
Imagine que você tem R$ 10 mil guardados na poupança. A poupança rende hoje 6,17% ao ano. A inflação foi de 4,44% em 2025. O rendimento real, ou seja, o que sobra depois da inflação, foi de apenas 1,73%.
Seus R$ 10 mil viraram R$ 10.173 em poder de compra real. Em dez anos, com esse ritmo, o ganho real é marginal.
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Agora imagine o mesmo valor no Tesouro IPCA+. Esse título público rende a inflação do período mais uma taxa prefixada, que tem ficado entre 6% e 7% ao ano nos últimos meses.
Isso significa que seu dinheiro não apenas se protege da inflação, mas ainda ganha um rendimento real garantido por cima. É a diferença entre correr atrás da inflação e ficar sempre um passo à frente dela.
Para a família nordestina, o antídoto existe
A proteção contra a inflação começa com uma mudança de mentalidade: dinheiro parado é dinheiro perdendo valor. Toda economia que fica na conta corrente ou debaixo do colchão está encolhendo silenciosamente, dia após dia.
O primeiro passo é o mais simples: tirar o dinheiro da conta corrente e levá-lo para o Tesouro Selic, que rende mais do que a inflação e permite resgatar a qualquer momento.
Para quem pensa em prazo mais longo, de três a cinco anos, o Tesouro IPCA+ é a ferramenta mais indicada para proteger o poder de compra e ainda acumular patrimônio real.
Não é necessário ter muito para começar. A plataforma do Tesouro Direto aceita aplicações a partir de R$ 30. O que importa é a consistência, não o valor inicial.
A conta que ninguém faz
Seu José não sabe o que é Tesouro IPCA+, mas ele sabe que no mercado tudo está mais caro. Ele sabe que o salário não cresceu no mesmo ritmo. E ele sabe que algo está errado, mesmo sem saber dar nome ao problema.
O nome é inflação. O antídoto existe. E está disponível para qualquer trabalhador com um celular e R$ 30 no bolso.
*Esse texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.