Anvisa aprova uso emergencial de mais 4,8 milhões de doses da CoronaVac

Foi o segundo pedido para uso da vacina feito pelo Instituto Butantan

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Foto: José Leomar

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na tarde desta sexta-feira (22), o uso emergencial de novas doses da vacina CoronaVac - agora referente ao material envasado no Brasil, pelo Instituto Butantan. A aprovação aconteceu em decisão unânime da diretoria da agência.

É o segundo pedido do instituto para uso do imunizante no País. O primeiro foi aprovado pela Anvisa no último dia 17 e se referia a doses enviadas ao Brasil pela China. No mesmo dia, a agência aprovou o uso do imunizante da Universidade de Oxford, cujas primeiras doses devem chegar ao Brasil nesta sexta.

Segundo a Anvisa, as duas principais diferenças entre os dois lotes analisados são o local de envase da vacina e o tipo de embalagem que será utilizado.

O lote aprovado tem 4,8 milhões de doses da CoronaVac. Eles se somam aos 6 milhões de doses do imunizante que já estão sendo aplicadas em território nacional.

Histórico do pedido

O pedido de uso emergencial foi feito pelo Butantan no último dia 18. No mesmo dia, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse em entrevista coletiva que o pedido para o segundo lote abrangerá um número ainda maior de doses. 

“Uma vez aprovado, daí a produção do Butantan será feita de acordo com essa autorização, isto é, não haverá a necessidade de todo o lote ser requisitado (o pedido emergencial), podendo chegar a uma produção adicional de 35 milhões de doses”, explicou.

Vacinação no Ceará

De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), 76.700 doses do imunizante CoronaVac, todas pertencentes ao primeiro lote aprovado pela Anvisa, estão sendo destinadas aos profissionais de saúde da "linha de frente" de combate à pandemia. Essa parcela da população foi priorizada por terem maior risco de exposição ao coronavírus.

Esse grupo inclui aqueles que trabalham em: 

  • Enfermarias e Unidades de Terapia Intensiva (UTI) de Covid-19;
  • Transporte pré-hospitalar (Samu);
  • Unidades de Pronto Atendimento (UPAs);
  • Emergências de hospitais porta aberta;
  • Laboratórios de biologia molecular;
  • Centros de coleta, testagem e atendimento para Covid-19.

Além dos profissionais designados de acordo com a unidade em que atuam, também estão recebendo as primeiras doses: 

  • Vacinadores;
  • Agentes comunitários de saúde (ACSs);
  • Agentes de combate às endemias (ACEs);
  • Enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnicos em saúde bucal, médicos e dentistas da Estratégia de Saúde da Família (ESF). 
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