Vacinas contra a Covid vindas da Índia serão enviadas aos estados a partir deste sábado (23)

O imunizante chega ao País nesta sexta e será levado para Bio-Manguinhos

Bolsa com vacinas contra a covid
Legenda: O País conta com as 6 milhões de unidades da Coronavac aprovadas enquanto a Anvisa avalia a liberação de outras 4,8 milhões, além das 2 milhões de vacinas de Oxford/AstraZeneca
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As vacinas contra a Covid-19, que estão vindo da Índia, devem começar a ser distribuídas aos estados a partir deste sábado (23). O imunizante está previsto de chegar ao País no fim da tarde desta sexta-feira (22) e passará por um processo de checagem de qualidade e segurança em Bio-Manguinhos, unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

As doses vindas da Índia são do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca, fabricadas pelo Instituto Serum. De acordo com o Ministério da Saúde, elas têm previsão de chegada às 17h40 desta sexta-feira, no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos na Grande São Paulo. De lá seguirão em outra aeronave para o aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio, após trâmites alfandegários.

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Segundo a Fiocruz, o imunizante será transportado até Bio-Manguinhos em caixas, acondicionadas em contêineres com controle de temperatura, que permanecerá entre 2 e 8ºC. As vacinas também passarão por um processo de rotulagem e etiquetagem com informações em português, o que está previsto para ocorrer durante a madrugada desta sexta-feira e na manhã de sábado. "Será realizado por equipes treinadas em boas práticas de produção", informou a fundação. A distribuição das doses será de responsabilidade do Ministério da Saúde.

O governo brasileiro esperava a remessa na semana passada. Um avião chegou a ser enviado para buscar o material, mas parou em Recife antes de cruzar o Atlântico, diante da falta de confirmação.

Insumos vindo da China

O Brasil também espera o envio de insumos da China para produzir a vacina no País, cuja produção está atrasada. Segundo a embaixada chinesa, serão feitos os "máximos esforços" para conseguir avanços no envio "sob a premissa de garantir saúde e segurança". A matéria-prima é necessária para a produção das vacinas da Fiocruz e do Instituto Butantan.

O País conta com as 6 milhões de unidades da Coronavac aprovadas enquanto a Anvisa avalia a liberação de outras 4,8 milhões, além das 2 milhões de vacinas de Oxford/AstraZeneca, importadas da Índia. Elas são suficientes para imunizar cerca de 6 milhões de pessoas, pois é necessária a aplicação de duas doses.

Vacinação no Ceará

A campanha de vacinação no Ceará iniciou na última segunda-feira (18). O Estado recebeu 218 mil doses e priorizou a imunização dos profissionais que atuam na linha de frente do combate ao Covid e idosos institucionalizados. 

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