Número de mortos após chuvas em Minas Gerais chega a 37

Segundo boletim atualizado pelo Corpo de Bombeiros, mais de 30 pessoas estão desaparecidas.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 13:05)
Equipes de resgate trabalham sobre os escombros de estruturas destruídas após um deslizamento de terra. Diversos profissionais com capacetes e roupas de proteção procuram por vítimas entre pedaços de concreto, madeira e lama. Ao fundo, moradores observam a operação próximos a casas danificadas.
Legenda: Buscas do Corpo de Bombeiros concentram ao menos 100 profissionais nas duas cidades.
Foto: Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

O número de mortos pelas chuvas registradas nas cidades de Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais, subiu para 37, conforme balanço atualizado do Corpo de Bombeiros de MG, divulgado na manhã desta quarta-feira (25).

Além dos milhares de desabrigados, as informações são de que 39 pessoas estão desaparecidas.

Ao todo, 30 mortes ocorreram em Juiz de Fora, enquanto as outras 7 foram registradas em Ubá. Uma delas, no entanto, não teria relação direta com as chuvas, segundo informações da corporação. 

Mais de 700 ocorrências foram registradas apenas em Juiz de Fora e cerca de mil pessoas estão sem energia elétrica no Município. As mortes foram contabilizadas nos bairros JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa, segundo informações do portal g1.

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Atualmente, mais de 100 profissionais do Corpo de Bombeiros atuam nas buscas e em ocorrências na Cidade. As aulas na rede municipal de ensino, assim como na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) foram suspensas até sexta-feira (27). 

Segundo a Prefeitura de Juiz de Fora, o decreto nº 17.693, publicado nessa terça, declarou estado de calamidade pública por 180 dias em razão das chuvas intensas. Com a medida, servidores administrativos do prédio-sede foram autorizados a atuar em regime remoto.

Maior volume de chuvas em fevereiro

Juiz de Fora já registrou 589 milímetros de chuvas acumulados até o momento, o que representa o fevereiro mais chuvoso da Cidade em toda a história. Este, inclusive, é um volume três vezes maior que o esperado.

Em comunicado, a Prefeitura orientou moradores a evitarem deslocamentos desnecessários e, em caso de risco estrutural ou sinais de deslizamento, acionarem a Defesa Civil pelo telefone 199. 

Um levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontou que Juiz de Frota é a 9ª cidade brasileira com maior população em áreas de risco de deslizamentos, enchentes e enxurradas. 

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