Entenda disputa pela herança bilionária de Anita Harley, herdeira das Casas Pernambucanas
Duas mulheres brigam pelo reconhecimento de uma união estável com a empresária, em coma há quase 10 anos.
Uma disputa judicial polêmica marca a história de Anita Harley, herdeira de um império do varejo brasileiro, as Casas Pernambucanas. A empresária, dona de uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões, está em coma há quase 10 anos devido a complicações de um acidente vascular cerebral (AVC).
Desde novembro de 2016, Anita se encontra em um leito de UTI. O estado de saúde dela é complicado. Os sinais vitais estão ativos, mas a consciência, não.
Anita tem 48% das ações do grupo que controla a rede de varejo Pernambucanas. A empresa tem 470 lojas em 15 estados, com 16 mil funcionários.
Disputa pela herança
Enquanto isso, duas mulheres brigam pelo reconhecimento de uma união estável com a herdeira. De um lado, está Cristine Rodrigues, assessora da presidência da empresa, responsável pela saúde de Anita por décadas.
Do outro, Sônia Aparecida Soares, uma funcionária de Anita, que morou com ela por 20 anos e afirma ser esposa dela, além de Arthur Miceli, filho biológico de Sônia.
Segundo reportagem veiculada no programa Fantástico, da TV Globo, a Justiça deu decisão favorável a Sônia, reconhecendo a relação do casal.
As duas moravam em uma mansão de 96 cômodos e 37 banheiros na Aclimação, em São Paulo, imóvel avaliado em R$ 50 milhões e doado pela empresária a Sônia.
A relação, no entanto, é contestada por Cristine Rodrigues, que também luta na Justiça pela herança, alegando ser a verdadeira companheira da empresária.
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Já em relação a Artur Miceli, a Justiça decidiu que ele deve ser considerado filho socioafetivo de Anita Harley e, portanto, seu herdeiro.
Cristine Rodrigues contestou a decisão, afirmando que Anita era apenas generosa e pagava estudos e bens para muitos funcionários, mas nunca tratou Artur como filho.
"Anita tratava ele bem, como você trata uma criança que mora na sua casa. O fato de você tratar bem uma criança, de você pagar os estudos dessa criança… é normal. Não é só dele que ela pagava. Faculdade, colégio. Pagava convênio de muita gente. Já deu casas pra funcionários, carros. Ela era uma pessoa muito, muito generosa. O fato de tratar bem, gostar do menino, não quer dizer que seja filho. Ela nunca se referiu a ele como filho. Se ele disser isso, ele está mentindo”, declarou Cristine.
Conforme a reportagem, o desfecho da investigação promete uma "revelação surpreendente" que pode mudar novamente os rumos da história. Enquanto isso, o futuro das Casas Pernambucanas permanece incerto em meio ao que envolvidos descrevem como uma briga por "dinheiro, poder e influência".