O que se sabe sobre a policial militar morta com tiro na cabeça, em São Paulo

Marido da vítima é o principal suspeito.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 13:10)
Agente de segurança feminina sorrindo com uniforme e capacete, em ambiente urbano com prédio ao fundo.
Legenda: Gisele deixa filha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior.
Foto: Reprodução.

A Polícia Civil de São Paulo está investigando a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. Ela foi encontrada com um tiro na cabeça na última quarta-feira (18) no apartamento onde morava com o marido.

Inicialmente, as autoridades trataram o caso como suicídio. Entretanto, nessa sexta-feira (20), a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a morte passou a ser apurada como feminicídio.

O marido de Gisele Alves é o tenente-coronel da Polícia Militar paulista, Geraldo Leite. Ele foi a primeira pessoa que viu o corpo dela e quem pediu ajuda.

Devido às diversas denúncias anônimas contra o tenente-coronel, o caso também passou a ser acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Veja também

Relacionamento do casal era conturbado

Conforme o boletim de ocorrência de Geraldo Leite, divulgado pelo Uol, o casamento entre os dois agentes passava por dificuldades desde o ano passado.

O policial relatou que as brigas eram constantes, principalmente por causa de suspeitas de Gisele sobre o comportamento infiel do marido.

Geraldo afirmou que, no dia em que a esposa morreu, ele entrou no banheiro para tomar um banho, quando ouviu um barulho que parecia ser o de uma porta fechando.

Ao sair do chuveiro, foi até a sala do imóvel e viu a companheira caída, com a arma nas mãos e sangrando intensamente.

Ele também relatou que vivia com Gisele em quartos separados. E que, na manhã de quarta-feira, tinha conversado com ela sobre se separar, ao que ela se levantou de forma "exaltada", mandou ele sair do quarto e bateu a porta.

Ele alega ter pegado a toalha para tomar banho em seguida.

Mãe da vítima revela comportamento abusivo do marido da filha

A mãe da vítima, que não foi identificada, também prestou depoimento na delegacia. Ela confirmou que a filha e o genro passavam por problemas conjugais e enfatizou que o tenente-coronel era "abusivo e violento".

Ela ainda afirmou que Geraldo proibia Gisele de usar batom, salto alto e perfume, e que a policial era cobrada pelo cumprimento rigoroso de tarefas domésticas.

Geraldo ainda teria chantageado a companheira ao enviar uma foto com uma arma apontada para a própria cabeça.

Procurada pelo g1 para comentar o assunto, a SSP informou que "diligências estão em andamento".

"A Polícia Civil esclarece que o caso foi inicialmente registrado como suicídio consumado no 8º DP (Brás). Posteriormente, foi incluída a natureza de morte suspeita para apurar as circunstâncias do óbito da vítima", disse a pasta em nota.

Assuntos Relacionados