Veja o que se sabe sobre a morte da corretora esquartejada em Santa Catarina

Três vizinhos foram presos suspeitos pela morte de Luciani Aparecida Estivalet Freitas.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Uma mulher de pele clara com sardas e cabelos castanhos sorri para a selfie, usando um batom rosa vibrante e blusa preta de renda. Ela está em um local elevado, com uma grade verde à esquerda, tendo ao fundo uma ponte metálica sobre um rio e uma via com carros e árvores. A iluminação é natural e o clima parece nublado, destacando a paisagem urbana litorânea atrás dela.
Legenda: O corpo da vítima estava sem cabeça, pés e braços, dentro de um saco encontrado por moradores em um córrego.
Foto: Arquivo pessoal

A morte da corretora de imóveis gaúcha, Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, está sendo tratada pela polícia como latrocínio e já resultou na prisão de três suspeitos do crime na sexta-feira (13). 

O corpo foi encontrado esquartejado no interior de Santa Catarina, área rural de Major Gercino, cidade a mais de 100 quilômetros de Florianópolis, onde ela residia. 

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A Polícia Civil informou que o corpo foi desmembrado e dividido em cinco pacotes, que teriam sido descartados em um córrego. Até a sexta-feira (13), apenas o tronco havia sido encontrado.

Luciani era natural de Alegrete, no Rio Grande do Sul, e morava sozinha no bairro Santinho, região turística no Norte da Ilha de Florianópolis. Nas redes sociais, ela se apresentava como corretora de imóveis, administradora de propriedades e turismóloga.

Suspeitos e prisões

Segundo a Polícia Civil, três pessoas que moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima foram presas. Entre elas estão a administradora do condomínio, Ângela Maria Moro, de 47 anos, o vizinho de porta da corretora, Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, e a namorada dele, Letícia Jardim, de 30 anos.

Ângela foi presa em Florianópolis inicialmente por receptação, após investigadores encontrarem diversos objetos da vítima em um dos apartamentos que ela administrava. Durante a audiência de custódia, o juiz considerou que havia indícios de homicídio e determinou a prisão temporária dela por 30 dias.

Já Matheus e Letícia foram presos na sexta-feira (13), em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, após fugirem para o Rio Grande do Sul.

De acordo com a Polícia Civil, Matheus também era procurado pela Justiça de São Paulo por um latrocínio cometido em 2022 na cidade de Laranjal Paulista, quando um dono de padaria foi morto com um tiro na cabeça durante um assalto.

Como a polícia chegou aos investigados

As investigações começaram após a família registrar o desaparecimento da corretora. Segundo a polícia, compras foram realizadas utilizando o CPF de Luciani após ela desaparecer.

A partir dos endereços de entrega, todos em Florianópolis, os investigadores passaram a monitorar os locais. Em uma das abordagens, um adolescente de 14 anos foi encontrado retirando encomendas compradas em nome da vítima. Ele afirmou que os produtos seriam destinados ao irmão.

Com base na informação, policiais foram até o conjunto residencial onde Luciani morava e encontraram uma das suspeitas, que se apresentou como responsável pelo local.

Em um dos apartamentos, foram localizadas duas malas com pertences da corretora e diversos produtos adquiridos em nome dela, como arcos de balestra, controle de videogame e televisão. Testemunhas também relataram tentativas de esconder objetos da vítima e dificultar o trabalho da polícia.

O carro de Luciani, um HB20, também foi localizado nas proximidades do conjunto residencial e, segundo a investigação, teria sido usado para transportar o corpo até o local onde foi descartado.

Desaparecimento levantou suspeitas da família

Luciani foi vista pela última vez no dia 4 de março, segundo familiares. O desaparecimento foi registrado oficialmente apenas no dia 11.

De acordo com o irmão da vítima, mensagens enviadas pelo celular da corretora após o desaparecimento chamaram a atenção da família por conter vários erros de escrita, o que levantou suspeitas sobre quem estava utilizando o aparelho.

Outro fator que causou estranhamento foi o fato de Luciani não ter parabenizado a mãe pelo aniversário, em 6 de março. Apesar de morar sozinha em Florianópolis, ela mantinha contato diário com a família por ligações e mensagens.

Um vídeo gravado pelo irmão da vítima no apartamento da corretora, após o registro do desaparecimento, mostra o local revirado, com comida estragada e louça acumulada na pia da cozinha.

O que ainda está sob investigação

A Polícia Civil trata o caso como latrocínio, mas ainda investiga como o crime foi executado e qual foi o grau de participação de cada suspeito.

Também seguem as buscas pelas demais partes do corpo da vítima, que ainda não foram localizadas.