Ex-governador do RJ, Cláudio Castro é alvo de operação da PF contra aportes no Banco Master

A investigação apura movimentações suspeitas de R$ 3 bilhões de recursos públicos do Estado do Rio de Janeiro.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 08:05)
Homem de terno azul e gravata azul com padrão em entrevista, falando em frente a um fundo escuro com microfone à esquerda e iluminação de estúdio.
Legenda: Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de prisão nio Rio e Distrito Federal.
Foto: Divulgação / Governo do Rio de Janeiro.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), é alvo, nesta terça-feira (26), da 8ª fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF). A ação apura crimes financeiros ligados ao Banco Master.

Conforme a PF, a investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes de R$ 3 bilhões de recursos públicos do Estado entre outubro de 2023 e julho de 2024.

O dinheiro teria saído do Rioprevidência, o fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do Rio de Janeiro, e aplicados no conglomerado financeiro chefiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde o ano passado suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio e no Distrito Federal. As ordens foram expedidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao g1, o advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou acompanha a operação na Barra da Tijuca com "seriedade".

Veja também

PF já investigava ex-governador do Rio

O mesmo endereço de Cláudio Castro no Rio de Janeiro também foi alvo de outro mandado de busca e apreensão da Polícia Federal cumprido no último dia 15, como parte da Operação Sem Refino.

A ação investigava a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

Também foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

A investigação integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da ADPF 635/RJ, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.

Assuntos Relacionados