PM preso acusado de matar a ex e os pais dela no RS segue recebendo salário
O Ministério Público do Rio Grande do Sul solicitou a perda do cargo na denúncia contra o PM.
O policial militar Cristiano Domingues Francisco, acusado de matar a ex-esposa e os pais dela, segue recebendo salário como servidor público do Rio Grande do Sul, conforme informações do g1.
Cristiano foi preso temporariamente em fevereiro deste ano e teve a prisão convertida em preventiva em abril. Mesmo detido, ele segue recebendo a remuneração como soldado, no valor bruto de R$ 6.956,72. O Ministério Público do Rio Grande do Sul solicitou a perda do cargo na denúncia contra o PM.
À TV Globo, a Corregedoria da Brigada Militar disse que o processo administrativo que vai julgar a conduta do policial não pode ser aberto até que haja a autorização do uso das provas pela Justiça. Assim, ele permanecerá recebendo, diante do princípio da presunção de inocência.
Dessa forma, Cristiano só deixará de receber salário caso seja condenado criminalmente e ocorra uma eventual exclusão da corporação.
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Processos criminais
Cristiano Domingues é o principal suspeito do desaparecimento da ex-companheira Silvana de Aguiar, 48 anos, e dos pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70. Os corpos não foram encontrados mas, no início de maio, a Justiça tornou réus o PM, a atual esposa dele e o irmão.
O policial responde por dois feminicídios, um homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz.
Os crimes
Silvana e os pais estão desaparecidos desde janeiro deste ano. Ela sumiu no dia 24 de janeiro. No dia seguinte, Isail e Dalmira foram vistos pela última vez.
A Polícia concluiu que Silvana foi morta entre a noite e a madrugada do dia 24, em casa, e que Cristiano esteve no imóvel naquela mesma noite.
Segundo as investigações, ele teria utilizado inteligência artificial para simular a voz de Silvana e atrair o pai para a casa dela. O homem chegou no imóvel às 16h28 do dia 25 de janeiro. Cerca de 20 minutos depois, apenas Cristiano deixou o local.
Ainda conforme a Polícia, ele teria novamente usado uma voz simulada de Silvana para entrar na casa do pais dela, onde teria encontrado a mãe, Dalmira. O casal não é visto desde então.
A Polícia aponta que a motivação do crime seria a disputa pela criação do filho de Cristiano com Silvana, além de questões financeiras ligadas ao patrimônio da família dela.