Caso Henry Borel: julgamento inicia após Jairinho desistir de novo adiamento

Além do antigo padrasto do garoto, a mãe dele, Monique Medeiros, também senta no banco dos réus.

(Atualizado às 18:45)
Colagem mostra imagens de Jairinho, Henry Borel e Monique Medeiros para ilustrar matéria sobre julgamento do caso.
Legenda: Casal é acusado de assassinar criança de 4 anos, em março de 2021.
Foto: Divulgação/PCRJ e reprodução.

O início do novo julgamento do caso Henry Borel foi adiado, na manhã desta segunda-feira (25), após o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, destituir sua equipe de defesa. No entanto, a ação foi retomada logo em seguida no 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro (RJ), após o acusado apontar um novo advogado

Henry Borel tinha quatro anos quando foi assassinado em março de 2021. Além do padrasto dele, também senta no banco dos réus Monique Medeiros, mãe da vítima. Ambos são acusados de matar a criança

O julgamento estava marcado para começar às 9h desta manhã, mas a juíza responsável pelo caso, Elizabeth Louro, anunciou o adiamento devido ao impasse envolvendo o acusado. As informações são do jornal Folha de S. Paulo e Agência Brasil.

A ação foi retomada após o filho dele, o advogado recém-formado Luiz Fernando Abdul Figueiredo dos Santos, assumir como defensor principal

A destituição da equipe de representantes do antigo vereador aconteceu após o jurista Fabiano Lopes, responsável por liderar a defesa, sofrer um infarto no último sábado (23).

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Réu mudou de ideia após ameaça de transferência

Apesar de interpretar o movimento do acusado como mais uma tentativa de protelar o julgamento, a juíza do caso caminhava para atender ao pedido do réu, que, até o momento, estava sem advogado constituído. 

No entanto, ele mudou de ideia ao ser informado de que, em caso de adiamento, a Promotoria solicitou a transferência dele de Bangu 8 para Bangu 1. Enquanto a primeira é voltada para detentos com ensino superior e tem menos restrições, a outra é destinada aos de alta periculosidade e tem salas solitárias, com pouco tempo de sol e sem visitas. 

Diante da possibilidade, o acusado, que está preso desde abril de 2021, constituiu o filho como advogado principal e chamou outros defensores que havia acabado de dispensar, permitindo a retomada do júri.

Então, a juíza anunciou a retomada do julgamento e fez o sorteio dos jurados. Assim, foram habilitados cinco homens e duas mulheres para participar do corpo de júri. Em seguida, a magistrada leu a denúncia do Ministério Público aos presentes e interrompeu o julgamento para almoço.  

De um total de 27 testemunhas arroladas, estão previstos ainda para esta segunda-feira quatro depoimentos de testemunhas de acusação: dois delegados, um perito e um médico legista.  

Segundo o promotor Fábio Vieira dos Santos e a própria defesa de Jairinho, o julgamento deve durar de cinco a sete dias.

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