Defesa de Jairinho força suspensão de julgamento do caso Henry Borel
Advogados do ex-vereador e da mãe do menino Henry Borel abandonaram o júri.
A defesa do ex-vereador Dr. Jairinho e Monique Medeiros — acusados pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em 2021 — abandonou o plenário durante o julgamento do crime nesta segunda-feira (23).
A estratégia foi tomada para forçar a suspensão da audiência, que foi remarcada para junho. A defesa do casal já havia demandado o adiamento por alegar que não houve acesso à totalidade das provas do processo.
O pedido pelo adiamento não foi acatado e, então, os advogados do caso deixaram o local. A acusação demandou à juíza do caso que a próxima sessão, que deve ocorrer no dia 22 de junho, seja assegurada sem interrupções por abandono de plenário, como ocorrido nesta segunda.
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Relembre o caso
Há mais de cinco anos, em 8 de março de 2021, Henry Borel morreu no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto. O então casal alegou na época que ele havia sofrido um acidente doméstico.
No entanto, mais de 20 lesões foram identificadas no corpo da criança no laudo de necropsia feito pelo Instituto Médico Legal.
Pela perícia, a indicação foi que a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática que teriam sido provocados por “ação contundente”.
Jairinho é acusado de homicídio triplamente qualificado e tortura, enquanto Monique é acusada de homicídio qualificado por omissão. Sob os dois pesa, ainda, a acusação de coação no curso do processo e fraude processual.