Plano de Contingência contra Ebola é ativado no Brasil; entenda o que muda
Medidas visam identificar e isolar casos suspeitos com antecedência.
O Ministério da Saúde acionou o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais após surto de Ebola ser registrado em cerca de dez países da África Subsaariana. A medida busca manter a crise afastada do Brasil, conforme a BBC News Brasil.
Apesar dos cuidados extras, o Brasil é conhecido por ser um país que nunca registrou casos de Ebola em território nacional.
Com o plano do Ministério da Saúde, haverá a intensificação da vigilância sobre pessoas que viajaram a países como a República Democrática do Congo.
Considerado epicentro da cepa Bundibugyo do vírus, o país já registrou 746 casos suspeitos e 220 óbitos até a última quinta-feira (21), conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
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Medidas do Plano de Contingência contra Ebola
Dentre as medidas que serão realizadas de forma complementar ao aumento da vigilância, estão:
- Identificação de casos suspeitos;
- Isolamento de pacientes;
- Monitoramento das redes de contato.
Além disso, para os casos suspeitos, mesmo após um teste negativo, uma segunda amostra de sangue será coletava para que nova análise seja feita 48 horas depois da primeira.
Neste primeiro momento, o documento do MS não considera o fechamento de fronteiras, nem restrições às viagens ou ao comércio.
O que é o Ebola?
A Doença pelo Vírus Ebola (DVE) é uma zoonose cujo morcego é o reservatório mais provável. Conforme o Ministério da Saúde do Brasil, quatro dos cinco subtipos - incluindo o vírus Bundibugyo - ocorrem em hospedeiro animal nativo da África. Os primeiros surtos ocorreram próximo ao Rio Ebola, mesmo nome dado ao vírus.
Acredita-se que o vírus foi transmitido para seres humanos a partir de contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados, como chimpanzés, gorilas, morcegos-gigantes, antílopes e porcos-espinhos.
Sintomas do Ebola
Em humanos, a infecção pelo vírus Ebola ocasiona sintomas como:
- Febre;
- Cefaleia;
- Fraqueza;
- Diarreia;
- Vômitos;
- Dor abdominal;
- Manifestações hemorrágicas.
O período de incubação da doença pode variar de 2 a 21 dias. Geralmente, o período mediano é de 5 a 10 dias. A confirmação de casos é feita por exames laboratoriais específicos.