A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou uma reunião do comitê de emergências, nesta terça-feira (19), para tratar sobre o surto de ebola que afeta a República Democrática do Congo (RDC).
O que motivou a reunião de emergência da OMS?
O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez um alerta para "a escala e a velocidade" da epidemia no país, que já teria provocado 131 mortes e 513 casos suspeitos.
O ebola provoca uma febre hemorrágica extremamente contagiosa e foi responsável por causar mais de 15 mil mortes na África nos últimos 50 anos.
Por que o surto preocupa autoridades internacionais?
No último domingo (17), a OMS declarou uma emergência de saúde pública de importância internacional para enfrentar a epidemia no país da África Central com mais de 100 milhões de habitantes.
A agência de saúde da União Africana (Africa CDC) também declarou uma "emergência de saúde pública" continental. Até o momento, poucas amostras foram analisadas em laboratório e os balanços são baseados principalmente em casos suspeitos.
"Todas as mortes que informamos são aquelas que detectamos na comunidade, sem dizer necessariamente que estejam vinculadas ao ebola", explicou o ministro da Saúde da RDC, Samuel Roger Kamba, à televisão nacional.
"Não acredito que esta epidemia vá terminar em dois meses. A extensão da epidemia dependerá da rapidez da nossa resposta", advertiu Anne Ancia, representante da OMS na RDC, que recordou uma epidemia anterior que durou dois anos.
Existe vacina contra o ebola?
Não há vacina ou tratamento específico para a cepa responsável pelo atual surto de ebola, chamada Bundibugyo. A OMS avalia se alguma vacina candidata ou algum tratamento poderia ser utilizado contra a variante.
Para tentar conter a propagação, as autoridades trabalham para detectar rapidamente os casos e para limitar os contatos. Também iniciaram uma campanha para incentivar a população a cumprir as medidas de contenção.
O presidente congolês, Felix Tshisekedi, pediu à população que mantenha a "calma" e disse que serão adotadas "todas as medidas necessárias para reforçar a resposta".