Cinco mergulhadores morrem em um dos maiores acidentes da história das Maldivas
Segundo as autoridades, corpos dos italianos devem estar em caverna marinha de difícil acesso.
Cinco mergulhadores morreram na última quinta-feira (14) em um acidente nas Maldivas. As buscas pelos quatro corpos ainda desaparecidos têm mobilizado as autoridades do local, que citam o acidente como o pior já registrado em anos no país.
A grande operação para encontrar os corpos dos mergulhadores italianos começou na sexta (15), mas foram paralisadas devido ao mau tempo, em um trabalho considerado de "alto risco".
Segundo porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, a caverna em que o mergulhadores estavam é muito profunda, o que deixa um receio até na equipe de resgate.
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Até então, a suspeita é de que eles tenham morrido durante uma expedição ao Atol de Vaavu, localizado a 50 metros de profundidade. Autoridades apontam que as recomendações para um mergulho recreativo na região é de que a profundidade seja de 30 metros.
O atol em questão fica no Oceano Índico, a cerca de 65 quilômetros da capital Malé. O mergulho inicial deve supostamente ter sido realizado nas proximidades da ilha de Alimatha, conhecida pelos mergulhos de exploração marinhos.
Ainda conforme as autoridades locais, a principal hipótese de que eles estejam em uma caverna de difícil acesso.
As vítimas são Monica Montefalcone, professora da Universidade de Gênova; Giorgia Sommacal, filha dela e estudante de Engenharia Biomédica; Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim; Gianluca Benedetti, que teve o corpo recuperado; e Federico Gualtieri, instrutor de mergulho.
Sobrevivente da tragédia
Uma jovem, que não teve a identidade revelada, escapou da tragédia minutos antes do mergulho. Segundo o jornal La Repubblica, ela é estudante da Universidade de Gênova, na Itália.
Até então, as informações são de que ela decidiu permanecer no iate utilizado para a expedição enquanto os colegas seguiam para uma exploração submarina no Atol de Vaavu.