Irã afirma ter atingido navios americanos no estreito de Ormuz; EUA negam

Países entram em conflito de versões sobre um ataque iraniano a uma fragata da Marinha dos EUA em Ormuz.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 10:49)
Um barco militar de patrulha do Irã com soldados armados navega em águas calmas em direção a um grande navio cargueiro carregado de contêineres. A cena ocorre sob um céu de crepúsculo, com os reflexos das embarcações projetados na superfície da água em uma composição que transmite movimento e vigilância.
Legenda: Estreito de Ormuz tem sido foco do conflito entre Irã e EUA desde o início da guerra; na imagem, foto de 21 de abril que mostra um barco do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) supostamente participando de uma operação para apreender navios que tentavam cruzar o Estreito de Ormuz.
Foto: Meysam Mirzadeh / Tasnim News / AFP.

A mídia iraniana afirmou, na manhã desta segunda-feira (4), ter atingido uma fragata da Marinha dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, mas as Forças Armadas dos EUA negaram o ataque logo depois.

Segundo a agência de notícias Fars, do Irã, o país lançou dois mísseis contra a embarcação estadunidense enquanto ela se aproximava de Ormuz, que está bloqueado à navegação desde o início da guerra pelas forças iranianas.

"A fragata, que navegava nesta segunda-feira no Estreito de Ormuz em violação às regras de navegação e de segurança marítima nas imediações do [porto de] Yask, foi alvo de um ataque de mísseis após ter ignorado um aviso da Marinha iraniana", afirmou a agência Fars sem citar fontes. A informação não teve confirmação oficial.

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As Forças Armadas dos Estados Unidos, no entanto, negaram que um de seus navios tenha sido atingido.

"Nenhum navio da Marinha dos Estados Unidos foi atacado. As forças americanas apoiam o Projeto Liberdade e mantêm um bloqueio aos portos iranianos", escreveu, na rede social X, o Comando Central, responsável pelas operações militares no Oriente Médio.

Resposta à operação dos EUA

O ataque teria se dado porque, no domingo (3), o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos conduzirão "com total segurança" os navios de terceiros países bloqueados no estreito.

A operação marítima, batizada de “Projeto Liberdade”, foi descrita por Trump como um gesto “humanitário” para ajudar os marinheiros bloqueados na passagem marítima, que, segundo o presidente americano, poderiam estar ficando sem alimentos e outros suprimentos essenciais.

Segundo o plano da operação, a partir da manhã de segunda-feira, no horário local, a Marinha americana passaria a escoltar, no Estreito de Ormuz, navios de países "que não têm nada a ver com o conflito”.

O Irã respondeu com ameaças às forças americanas. "Alertamos que qualquer força armada estrangeira – especialmente as agressivas forças militares americanas – será alvo de ataques se tentar se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz", declarou o general Ali Abdollahi, do comando central do Exército iraniano.

O presidente da comissão do Parlamento iraniano responsável pela segurança nacional, Ebrahim Azizi, afirmou que qualquer "interferência" dos Estados Unidos em Ormuz seria uma violação do cessar-fogo, em vigor desde 8 de abril.

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