Segurança fraca e ato solitário: o que se sabe sobre ataque a tiros em jantar com Trump
Atirador invadiu jantar de correspondentes jornalistas da Casa Branca.
O ataque a tiros em um jantar de jornalistas correspondentes da Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos, na noite de sábado (25), poderia ter como alvo o presidente Donald Trump e outras autoridades do alto escalão estado-unidense.
O que se sabe até o momento é que o suspeito foi identificado como Cole Allen, de 31 anos, morador da Califórnia. Ele portava espingarda, pistola e diversas facas. Ele tentou invadir o salão principal do jantar, onde estavam as autoridades, mas foi detido.
Há também apontamentos sobre problemas de segurança no evento.
Como aconteceu o ataque
Os tiros começaram quando os presentes começaram a comer. As pessoas se jogaram debaixo das mesas, aos gritos de "ao chão, ao chão", enquanto equipes do Serviço Secreto invadiram o jantar para conter o homem.
O suspeito atingiu um agente à queima-roupa, mas sem ferimentos graves. Trump e outros membros do governo foram retirados às pressas.
Allen foi detido no local e será acusado por uso de arma de fogo em crime violento e agressão a agente federal com arma perigosa.
Suspeito agiu sozinho
Câmeras de segurança mostram Allen correndo em alta velocidade para acessar o salão principal, até ser derrubado por agentes.
Ele estava hospedado no hotel onde ocorreu o evento e pode ter chegado ao andar do baile de elevador, segundo a polícia.
Até o momento, a principal hipótese é que ele teria agido sozinho. O FBI conduz buscas em endereços ligados a ele para obter mais informações.
Allen teria dito que queria atirar em integrantes do governo Trump, segundo a CBS News.
Episódio vai à Justiça
O suspeito, que trocou tiros com agentes do Serviço Secreto, mas não ficou ferido, comparecerá na segunda-feira perante um juiz do tribunal distrital dos Estados Unidos.
Segundo a promotora federal Jeanine Pirro, o suspeito será acusado de usar uma arma de fogo durante um crime violento e de agredir um agente federal utilizando uma arma perigosa.
Críticas ao esquema de segurança
Allen conseguiu burlar o controle do evento. Segundo reportado pela TV Globo, o esquema de segurança era fraco, sem revista aos convidados.
Veja também
O evento ocorre anualmente em Washington, organizado pela Associação de Correspondentes da Casa Branca.
Em coletiva de imprensa após o atentado, Donald Trump afirmou que o local não é uma instalação particularmente segura. O mandatário disse que foi um momento traumático, principalmente para a primeira-dama, Melania Trump.
O presidente também afirmou que não acredita que o evento esteja relacionado com a guerra contra o Irã.
"Isso não vai me dissuadir de vencer a guerra no Irã. Não sei se isso teve algo a ver, realmente não acho, com base no que sabemos", disse.