Zelensky propõe encontro com Putin e cessar-fogo: 'Chega de guerra'
Presidente da Ucrânia publicou carta aberta endereçada ao russo.
Em uma carta aberta endereçada ao presidente russo, Vladimir Putin, o chefe de Estado da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, propôs um encontro entre os dois e o fim da guerra, que se estende desde 2022. O documento foi publicado nesta quinta-feira (4).
"A escolha agora é sua. Chega de guerra. A Ucrânia propõe pôr fim a esta guerra. Isso deve ser feito com honestidade, dignidade e com garantias de que a guerra não será reacendida", diz um trecho da carta.
Zelensky disse que seria "simplesmente errado" esperar até que a guerra na região volte a ser o foco da atenção dos Estados Unidos. A paz só poderia vir, segundo ele, com o engajamento direto entre Rússia e Ucrânia.
Veja também
Ele também destacou as consequências da guerra, como a morte dos soldados e o aumento de preços em território russo, e reforçou um pedido de cessar-fogo total durante as negociações entre os países.
"Não é como se nós, na Ucrânia, estivéssemos preocupados com o destino dos soldados russos depois de tudo o que a sua guerra trouxe ao nosso país. Mas eu me importo com os ucranianos. Estamos perdendo nosso povo, e cada perda é dolorosa para nós."
Reunião fora do Leste Europeu
Ao propôr o encontro presencial com Putin, Zelensky disse que o momento deveria acontecer fora dos dois países. "Existem países que, tradicionalmente, recebem líderes para resolver questões de guerra e paz. Suíça, Turquia e países do mundo árabe, por exemplo", sugeriu.
Em resposta à carta, o governo russou afirmou que o presidente ucraniano está convidado para ir à Rússia "a qualquer momento". O posicionamento veio do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, segundo a mídia estatal.
Ele afirmou que Putin ainda não havia visto a carta de Zelensky.
O russo está em São Petersburgo para um fórum econômico e afirmou estar "sempre disposto a negociar" com base no que foi discutido com Trump em Anchorage, em agosto de 2025.
Já o presidente norte-americano reconheceu a carta de Zelensky e considerou "ótimo" que os presidentes se encontrassem.