Brasileiro é enganado com emprego na Rússia e forçado a servir no Exército russo, diz família
Marcelo Alexandre da Silva Pereira recebeu proposta de emprego de motorista, mas estaria em treinamento militar obrigatório.
Um brasileiro de Roraima foi obrigado a servir no Exército da Rússia após viajar até o país atraído por uma falsa proposta de emprego como motorista. A denúncia é da família de Marcelo Alexandre da Silva Pereira, de 29 anos.
Segundo familiares do jovem, que deixou esposa grávida e três filhos no Brasil, ele teria sido enganado por um amigo. Os parentes estão mobilizando esforços do governo brasileiro para trazê-lo de volta. O Itamaraty acompanha o caso.
O Ministério das Relações Exteriores afirmou, em nota, que a Embaixada do Brasil em Moscou está ciente e prestando “a assistência consular cabível ao cidadão brasileiro”. As informações são do g1.
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A suspeita da esposa de Marcelo é de tráfico humano. Conforme Gisele Pereira, de 24 anos, o jovem deixou Boa Vista por conta de uma suposta proposta de trabalho na Rússia apresentada por um amigo brasileiro, também da cidade.
Ao chegar no país, foi forçado a prestar serviço militar. O passaporte do brasileiro foi emitido por um homem ligado a uma empresa que, nas redes sociais, afirma prestar assessoria para ingressar no Exército russo.
O roraimense chegou em Moscou no último dia 3 de dezembro e, no dia 9, teria sido obrigado a assinar um contrato em russo com o Ministério da Defesa do País. Mesmo sem compreender a língua, ele assinou o papel e conseguiu mandar fotos do documento à família.
Pelo contrato, Marcelo precisaria atuar como atirador, mas sem especificação de salário. O brasileiro não fala nenhuma língua estrangeira e não tem experiência militar, segundo os familiares.
Os contatos dele com o Brasil têm sido esporádicos. Os parentes creem que ele esteja na Ucrânia, com quem a Rússia está em guerra desde 2022, para treinamento militar.
O Itamaraty foi procurado por Gisele no sábado (27) e, na terça-feira (30), pediu extradição de Marcelo ao Brasil.