Itamaraty confirma morte de mãe e filho brasileiros após ataques de Israel no Líbano

No último domingo (26), o Exército israelense iniciou ofensivas no sul do Líbano; Itamaraty classificou ataques como "inaceitáveis violações ao cessar-fogo".

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 21:39)
A imagem mostra a fumaça subindo durante o ataque de Israel no sul do Líbano em 27 de abril de 2026, onde mãe e filho brasilieros foram mortos.
Legenda: Israel tem realizado ataques no sul do Líbano.
Foto: JALAA MAREY / AFP.

Uma mãe e seu filho, de 11 anos, morreram após ataques de Israel ao sul do Líbano, no último domingo (26). Conforme o Itamaraty, os dois eram brasileiros, enquanto o pai da criança era libanês.

O outro filho do casal, que também era brasileiro, precisou ser hospitalizado. Os três estavam na residência da família, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, quando Israel realizou o ataque.

Em nota, o Itamaraty classificou a ofensiva como "mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril". 

Mesmo no cessar-fogo, Israel segue atacando, resultando na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo jornalista, mulheres, crianças e integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).

A Embaixada do Brasil em Beirute, capital do Líbano, entrou em contato com a família dos brasileiros falecidos. Os familiares estão recebendo assistência consular, incluindo para o filho no hospital.

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Crítica às demolições 'sistemáticas' de residências

O Ministério das Relações Exteriores ainda reiterou, em nota, as demolições "sistemáticas" das estruturas civis e das residências no Líbano. Isso resulta, dentre outros impactos, em um deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.

"O Brasil exorta as partes ao cumprimento integral dos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu os termos do cessar-fogo que encerrou a guerra de 2006, e à imediata cessação das hostilidades, com a retirada completa das forças israelenses do território libanês", escreveu.

Confira nota completa do Itamaraty

"O governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes, em 26/4, de criança brasileira, de 11 anos, de sua mãe, também brasileira, e de seu pai libanês, vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel. Outro filho do casal, igualmente brasileiro, encontra-se hospitalizado. A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio.

Esse ataque constitui mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).

Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah. Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.

Nesse contexto, o Brasil exorta as partes ao cumprimento integral dos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu os termos do cessar-fogo que encerrou a guerra de 2006, e à imediata cessação das hostilidades, com a retirada completa das forças israelenses do território libanês.

A Embaixada do Brasil em Beirute está em contato com a família dos brasileiros falecidos para prestar assistência consular, incluindo para o filho hospitalizado".

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