Irã ataca Israel com mísseis após bombardeio em Beirute e Trump pressiona por cessar-fogo

Presidente americano adverte Netanyahu contra retaliação e afirma que acordo histórico com Teerã está prestes a ser concluído.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Imagem do presidente estadunidense Donald Trump para matéria sobre conflito onde Trump pede bloqueio da passagem após negociações com Irã serem frustradas.
Legenda: Trump criticou Netanyahu e afirmou que o líder israelense agiu irracionalmente ao retomar ataques ao Líbano.
Foto: MANDEL NGAN / AFP.

O governo do Irã disparou uma série de mísseis contra o território israelense. A ação ocorreu neste domingo (7), em resposta direta às operações militares de Israel realizadas na capital do Líbano, Beirute.

A Guarda Revolucionária iraniana declarou que a ofensiva teve como alvo uma base militar específica. Apesar da gravidade do ataque, as defesas aéreas israelenses conseguiram interceptar projéteis e, até o momento, não há informações sobre vítimas.

O episódio gerou uma intervenção diplomática imediata de Donald Trump, que telefonou para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para desencorajar qualquer tipo de resposta armada. 

O presidente dos Estados Unidos argumentou que o premiê israelense se encontra em uma posição sem alternativas e deve aceitar os termos de um novo pacto de paz. A iniciativa está sendo articulada entre Washington e Teerã.

Trump enfatizou que o entendimento diplomático está em fases avançadas e não deve ser prejudicado pela escalada recente. A tensão ocorre após Israel romper uma trégua ao bombardear subúrbios de Beirute, sob a justificativa de neutralizar planos terroristas do Hezbollah.

Atritos entre EUA e Israel

Esse movimento gerou atritos públicos entre os dois aliados. Trump criticou severamente a postura de Netanyahu e afirmou que o líder israelense agiu irracionalmente ao retomar as incursões no Líbano, contrariando garantias dadas anteriormente pela Casa Branca.

Em resposta ao cenário de instabilidade, as autoridades iranianas elevaram o tom das ameaças. Assim, declararam que as 19 bases militares dos EUA no Oriente Médio voltaram a ser alvos legítimos, além de ativos israelenses na região.

Como medida de segurança, tanto o Irã quanto o Iraque anunciaram o fechamento de seus espaços aéreos e a suspensão de voos por tempo determinado.

Enquanto Netanyahu sinalizou inicialmente o desejo de revidar o ataque iraniano, o governo americano mantém a pressão para que Israel recue, alegando que o controle da estratégia regional está sob a liderança de Washington.

O impasse ressalta divergências sobre a abrangência dos acordos de cessar-fogo, especialmente no que diz respeito às fronteiras libanesas e à atuação do grupo Hezbollah.