Um funcionário do Pentágono afirmou, neste sábado (13), que a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, líder do cartel criminoso Tren de Aragua, envia "mensagem clara" à América Latina sobre o compromisso de Donald Trump no combate ao narcotráfico.
Washington e Caracas anunciaram na noite de sexta-feira (12) a morte de Guerrero em uma operação conjunta. O governo dos EUA havia oferecido uma recompensa milionária por sua captura.
"A morte de Niño Guerrero envia uma mensagem clara à América Latina: não há refúgio seguro para narcoterroristas em nosso hemisfério", disse Patrick Weaver, chefe adjunto do Estado-Maior do Pentágono.
Tren de Aragua
O Tren de Aragua, considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos, foi formado em 2014 no estado venezuelano de Aragua, a oeste da capital, Caracas. Com o crescimento ao longo dos anos, a organização criminosa se expandiu para oito países da América do Sul, incluindo Colômbia, Chile e Peru.
Nesta sexta-feira, o Ministério das Comunicações da Venezuela afirmou que ocorreram "confrontos" com membros de "estruturas do crime organizado", nos quais Niño Guerrero, líder do grupo, foi neutralizado.
O ministério indicou ainda que a "operação conjunta" ocorreu no estado de Bolívar e envolveu "apoio tecnológico especializado" e compartilhamento de informações de inteligência entre Estados Unidos e Venezuela.
"Sob minhas ordens, o Comando Sul dos EUA realizou um ataque rápido e letal para eliminar Niño Guerrero", declarou Trump em sua plataforma Truth Social. O ataque, segundo ele, "foi coordenado de perto com nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem".
Delcy Rodríguez lidera o país desde que as forças americanas capturaram o presidente Nicolás Maduro em Caracas, em janeiro. Maduro está atualmente detido em Nova York sob acusações de tráfico de drogas.