Ataque de drones: Rússia diz ter sofrido o 'maior ataque desde 2022'
Segundo presidente da Ucrânia, ação é "completamente justificada".
A Rússia afirmou, neste domingo (17), ter sido bombardeada com 600 drones, descrevendo o evento como o maior ataque desde 2022, quando se iniciou a guerra com a Ucrânia.
Quatro mortes teriam sido registradas. O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, declarou que resposta é "completamente justificada" após os últimos ataques russos contra o país.
Segundo o Ministério da Defesa russo, os sistemas antiaéreos do país derrubaram 556 drones entre a noite de sábado (16) e a madrugada de domingo (17). Além disso, outros 30 drones foram interceptados.
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As interceptações aconteceram em 14 regiões russas, assim como sobre a anexada Crimeia e os mares Negro e de Azov. De acordo com o ministério na plataforma de mensagens russa Max, que contabilizou os ataques, as interceptações estão acima das poucas dezenas registradas habitualmente.
"Nossas respostas à prolongação da guerra por parte da Rússia e aos seus ataques contra nossas cidades e comunidades são completamente justificadas", afirmou Zelensky nas redes sociais.
Ele ainda acrescentou que desta vez os ucranianos estão "dizendo claramente aos russos: seu Estado deve acabar com a guerra".
As partes mais afetadas pelos ataques foram Moscou e região. Ao todo, três mortos foram contabilizados nas imediações da capital e outra vítima na região de Belgorod, perto da fronteira com a Ucrânia.
Várias residências e infraestruturas foram danificadas e quatro pessoas ficaram feridas na capital. Enquanto isso, mais de 80 drones foram interceptados em Moscou e um ataque deixou 12 feridos.
Em contrapartida, a Força Aérea ucraniana afirmou neste domingo que interceptou 279 drones de ataque e dispositivos russos de um total de 287 lançados durante a noite.