Legislativo Judiciário Executivo

TSE condena Cláudio Castro e ex-governador do RJ fica inelegível por 8 anos

Ação julgou abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022

Cláudio Castro.
Legenda: Ex-governador do Rio disse que vai recorrer da decisão.
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil.

Por cinco votos a dois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta terça-feira (24), tornar inelegível por oito anos o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Ele foi condenado por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Cláudio Castro disse que irá apresentar recurso contra a decisão. 

Na última segunda-feira (23), o ex-governador renunciou ao mandato e anunciou a pré-candidatura ao Senado nas eleições de outubro. Com a decisão, no entanto, ele deve ser impedido de disputar eleições até 2030. 

O TSE julgou um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE)  para reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que, em maio de 2024, rejeitou a cassação do mandato e absolveu Castro e os outros acusados no processo que trata de supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Vantagem eleitoral

De acordo com o MPE, Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio.

Segundo a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.

Em publicação nas redes sociais, o ex-governador disse que comandou o estado dentro da legalidade, “com responsabilidade e absoluto compromisso com a população”.

“Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”, comentou.

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Demais acusados

No mesmo julgamento, o TSE também declarou inelegíveis o ex-presidente da Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes, e o deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar (União), ex-secretário de governo.

O tribunal determinou que os votos recebidos por Bacellar devem ser retotalizados, ou seja, ele deve perder o cargo de deputado. A medida não é imediata porque ainda cabe recurso.

O ex-vice-governador Thiago Pampolha foi condenado ao pagamento de multa.

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