Corpo de corretora é encontrado esquartejado em Santa Catarina
Cadáver foi achado por moradores dentro de um córrego.
O corpo da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, foi encontrado esquartejado em Santa Catarina, na tarde de quarta-feira (11). A vítima, que morava na região da Praia do Santinho, em Florianópolis, estava desaparecida desde 5 de março, quando foi vista pela última vez, segundo a Polícia Civil.
O corpo estava sem cabeça, pés e braços, envolvido em um saco, e foi achado por moradores dentro de um córrego. Os materiais genéticos passaram por exames laboratoriais, como análises de DNA. As informações são do portal g1.
Um casal foi preso em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, suspeito de estar envolvido na morte da corretora. Os presos eram vizinhos da vítima, um homem, de 27 anos, que estava foragido do estado de São Paulo por um latrocínio, e a companheira dele, de 30. Eles teriam fugido para o RS.
Também são suspeitos do crime o irmão desse homem, um adolescente de 14 anos, a mãe dos dois, e Ângela Maria Moro, de 47 anos, presa na quinta (12) por receptação ao ser encontrada com pertences da vítima.
Entenda o caso
Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pela investigação, o corpo da corretora foi encontrado por moradores no córrego ainda na segunda-feira (9). Dois dias depois, na quarta (11), a Polícia Militar foi acionada e o retirou do local.
A vítima morava sozinha em um residencial e estaria desaparecida pelo menos desde o dia 5 de março, quando foi vista pela última vez. A família da gaúcha registrou o caso na polícia após desconfiar de que alguém estaria se passando por ela no celular ao notar erros de português nas mensagens.
A partir das informações repassadas pela família, os investigadores identificaram que diversas compras estavam sendo feitas, usando os dados e pagamentos da vítima, especialmente em plataforma de compra online.
A Polícia Civil passou a monitorar os endereços de entrega dos produtos, todos localizados em Florianópolis.
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Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento da vítima, quando foi retirado, segundo a polícia.
"A investigação continua, no intuito de colher outros elementos, porém, a dinâmica e a autoria desses crimes de latrocínio e de ocultação de cadáver já foram esclarecidos", informa a polícia.
Buscas estão sendo realizadas para tentar localizar as outras partes do corpo da vítima.
Conforme a investigação, estes são os suspeitos de envolvimento no crime: uma mulher de 30 anos, um homem de 27 anos, o irmão dele, adolescente de 14 anos, a mãe dos dois, e Ângela Maria Moro, de 47 anos.