Jovens que estupraram adolescente no RJ debocharam do crime: 'A mãe de alguém teve que chorar'

O momento em que o grupo comemorou o estupro coletivo aconteceu no elevador do prédio residencial em Copacabana.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Grupo de jovens que cometeram estupro coletivo contra adolescente em elevador de prédio residencial no Rio de Janeiro.
Legenda: Os jovens comemoraram o crime no elevador do prédio, logo após a vítima deixar o local.
Foto: Reprodução/TV Globo.

Os jovens envolvidos no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em um prédio residencial em Copacabana, no Rio de Janeiro, debocharam do crime após cometê-lo. O momento foi gravado por um celular, no elevador do edifício. "A mãe de alguém teve que chorar", celebrou um dos agressores.

As imagens foram acessadas com exclusividade pelo "Fantástico", da TV Globo, e exibidas nesse domingo (8). Em entrevista ao programa, o delegado responsável pelo caso, Ângelo Lages, caracterizou os vídeos como "chocantes". "Faltam até palavras e adjetivos para narrar o que representa esse tipo de conduta", comentou.

O crime aconteceu no dia 31 de janeiro, mas só foi exposto no fim de fevereiro, a partir do indiciamento dos envolvidos.

Segundo o inquérito, a primeira pessoa para quem a vítima pediu ajuda foi o irmão. "Ela me mandou mensagem e falou: 'Preciso de ajuda agora, é sério. Acho que fui estuprada'", lembrou ele. A avó, que é a responsável legal pela menina, reforçou que ela não teve culpa pelo que havia acontecido e relatou ter se assustado com os hematomas no corpo da neta. "Não era um roxo, era um roxo preto, em várias partes. Fiquei apavorada", disse.

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Mais vítimas procuraram a Polícia

Tão logo o caso se tornou público, outras vítimas decidiram procurar a Polícia. Uma mãe relatou que a filha, então com 14 anos, foi violentada por parte do mesmo grupo:

"Ela falou que também foi vítima de dois deles, pelo menos dois deles, e tinha um terceiro, que era maior. Que não aparece nessas listas de procurados desse caso, mas que estavam sempre juntos. Só ouvi isso. Só ouvi que aconteceu", relatou a mulher.

Outra jovem, hoje maior de idade, contou ter sido abusada em uma festa por um dos indiciados presos: "Teve uma hora que ele pediu para eu praticar sexo oral nele. Falei que não ia fazer aquilo, muito menos ali, e ele falou: 'Não, só um pouco'. [...] Enquanto a gente se beijava, ele começou a tentar empurrar a minha cabeça para baixo, e eu falei: 'Vitor, não vou fazer isso aqui', e ele continuou. Só que eu estava muito fraca, aí minhas pernas meio que cederam, eu caí, e ele começou a forçar o sexo oral nele", desabafou.

Em nota enviada à reportagem da Globo, o Colégio Pedro II, onde todos estudam, afirmou que as denúncias estão sendo acolhidas e que abriu processo disciplinar que pode resultar no desligamento compulsório dos envolvidos nos crimes.

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