Polícia conclui caso de corretora morta e indicia síndico por homicídio triplamente qualificado
Declaração de óbito apontou que a vítima foi morta com dois tiros na cabeça.
O síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso por matar a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, será indiciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (19), a Polícia Civil informou que concluiu o caso. A declaração de óbito apontou que a vítima foi morta com dois tiros na cabeça.
O homem vestia luvas e estava encapuzado quando atacou a vítima no subsolo do prédio em Caldas Novas, na região sul de Goiás.
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Cléber confessou o crime à polícia. As informações são do portal g1.
Dinâmica do crime
Em depoimento à polícia, o acusado alegou que matou a corretora no subsolo do prédio após uma discussão sobre o corte de energia.
No entanto, a investigação da polícia apontou que a mulher foi assassinada fora do prédio, na região de mata em que o corpo foi encontrado.
Conforme Ricardo Matos, superintendente da Polícia Científica, uma das balas ficou alojada e a outra saiu pelo olho esquerdo da vítima.
A arma usada no crime foi uma .380 semiautomática. Segundo imagens de câmeras de segurança, Cléber levou o corpo da vítima no próprio carro.
O homem foi preso após mais de 40 dias de buscas. Ele confessou o crime e indicou onde deixou o corpo de Daiane.
Em nota, a defesa do síndico disse que só irá se manifestar após ter acesso à íntegra dos documentos recentemente inseridos na investigação, sobretudo ao Relatório Final Policial.
Possível motivação
Os dois tinham um histórico de conflito que, conforme o Ministério Público de Goiás (MPGO), começou em novembro de 2024, quando a mulher alugou um apartamento, de propriedade da mãe, para duas famílias de turistas.
Segundo a TV Anhanguera, Cleber contou que colocou o corpo da mulher na carroceria da sua picape e saiu sozinho do prédio rumo à rodovia GO-213, que liga Caldas Novas a Ipameri e a Pires do Rio.
Inicialmente, no primeiro depoimento, ele afirmou que não deixou o condomínio na noite do desaparecimento da corretora. No entanto, a Polícia teria encontrado imagens que mostram ele saindo do prédio por volta das 20h daquele dia.
O filho de Cléber, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso suspeito de ocultação, mas a polícia concluiu que ele não teve participação no crime.
Vídeos gravados e enviados pela corretora Daiane Alves momentos antes de desaparecer foram decisivos para que a Polícia Civil de Goiás esclarecesse o assassinato da vítima, após 43 dias de investigação.