Mpox: Porto Alegre confirma primeiro caso da doença em 2026; veja sintomas e medidas de prevenção

Em 2025, foram confirmados 11 casos da infecção na capital do Rio Grande do Sul.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 17:24)
Pessoa com erupções na pele, sintoma da doença Mpox. Imagem usada em matéria sobre o primeiro caso de 2026 em Porto Alegre.
Legenda: Infecção ocorreu fora do Rio Grande do Sul.
Foto: CaptureStock Studio/Shutterstock

A Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, confirmou o primeiro caso de Mpox em 2026. Em nota publicada no site da Prefeitura, nesta terça-feira (17), a diretoria vinculada à Secretaria Municipal de Saúde informou que o paciente é residente da cidade, mas que a infecção ocorreu fora do estado. Em 2025, foram confirmados 11 casos da doença no município.

A doença é causada pelo Mpox vírus (MPXV), e a principal forma de transmissão ocorre por meio do contato direto com lesões na pele, secreções e saliva de pessoas infectadas.

Sem fornecer mais detalhes sobre o caso confirmado, o comunicado da Vigilância Epidemiológica destacou a importância da prevenção para evitar a infecção durante o Carnaval. 

“Quem vai festejar o Carnaval deve examinar sua pele e observar a presença de erupções, bolhas ou feridas, especialmente na área genital, boca, mãos e pés antes de sair”, recomendou a enfermeira Raquel Carboneiro, gerente em exercício da Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre.

Além disso, ela destacou a necessidade de procurar atendimento em uma unidade de saúde caso sejam identificadas alterações. Deve-se utilizar máscara e manter as lesões cobertas.

Sintomas da Mpox

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até começarem a surgir os sinais e sintomas da Mpox — o chamado período de incubação — normalmente é de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. Em geral, a infecção é caracterizada por:

  • Erupções cutânea ou lesões de pele;
  • Linfonodos inchados (ínguas);
  • Febre;
  • Dores no corpo;
  • Dor de cabeça;
  • Calafrio;
  • Fraqueza.

Segundo o Ministério da Saúde, as erupções na pele geralmente começam dentro de um a três dias após o início da febre, mas elas também podem aparecer antes da elevação da temperatura corporal.

Essas lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, e podem formar crostas, que secam e caem.

“As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, olhos, órgãos genitais e no ânus”, complementa o Ministério.

Segundo o órgão, a doença geralmente evolui para quadros leves e moderados e pode durar de 2 a 4 semanas.

O que é Mpox e como ela é transmitida?

A Mpox é uma doença zoonótica viral, causada pelo Mpox vírus (MPXV). A transmissão ocorre, principalmente, por meio do contato direto pessoa a pessoa com erupções e lesões na pele ou com fluidos corporais — como pus ou sangue das lesões — de alguém infectado.

“Úlceras, lesões ou feridas na boca podem ser infectantes, o que significa que o vírus pode ser transmitido por meio da saliva”, complementa o Ministério da Saúde.

O contato com objetos ou utensílios recentemente contaminados — como roupas, roupas de cama, toalhas e pratos — também podem levar à transmissão.

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Também se pode contrair a doença por meio de gotículas, mas, para isso, normalmente é necessário contato próximo prolongado entre o paciente infectado e outras pessoas.

Por isso, trabalhadores da saúde, familiares e parceiros íntimos têm maior risco de infecção.

O Ministério da Saúde aponta que uma pessoa infectada pode transmitir a doença desde o momento em que os sintomas começam até a erupção ter cicatrizado completamente e uma nova camada de pele se formar.

Cuidados

A prevenção é a principal forma de se proteger contra a Mpox. Por isso, é aconselhado evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença.

Cuidadores, profissionais da saúde, familiares próximos e parceiros, entre outras pessoas que precisarem manter contato com o paciente, devem utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

O Ministério da Saúde recomenda os seguintes cuidados:

  • Lavar regularmente as mãos com água e sabão ou utilize álcool em gel — principalmente após o contato com a pessoa infectada ou itens que possam ter entrado em contato com erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias;
  • Lavar as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente;
  • Limpar e desinfete todas as superfícies contaminadas;
  • Descartar os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada.

Para pessoas com suspeita ou confirmação da doença, a orientação é cumprir isolamento imediato e não compartilhar objetos e materiais de uso pessoal até o término do período de transmissão.

O Ministério da Saúde destaca que todas as pessoas com sintomas compatíveis de Mpox devem procurar uma unidade básica de saúde imediatamente e adotar as medidas de prevenção.

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