Marido de jovem intoxicada em piscina relembra a tragédia: 'Encostei na parede sufocando'

Vítima gravou um depoimento no hospital.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Paciente em um hospital olhando para a câmera, enquanto duas pessoas conversam na sala de espera ao fundo, longe da cama.
Legenda: Vinicius de Oliveira ficou internado por uma semana após o ocorrido.
Foto: Reprodução/TV Globo.

Vinicius de Oliveira, marido da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que morreu intoxicada após nadar na piscina de uma academia, em São Paulo, revelou mais detalhes sobre o ocorrido.

Em um vídeo gravado no Hospital Brasil e enviado ao "Fantástico", da TV Globo, nesse domingo (15), ele relembrou a ordem dos eventos que levaram à morte da esposa.

Segundo Vinicius, ele e Juliana começaram a passar mal 15 minutos após entrarem na piscina. "Acho que foi o momento em que a mistura foi feita. Eu lembro que eu estava na raia da direita e já encostei na parede sufocando, sentindo o peito ardendo", disse.

"Minha primeira reação foi sair da piscina e pedir socorro. Só que aí eu olhei pra trás e a Ju estava tendo a mesma reação que eu. Aí eu voltei para ajudar ela. Conseguimos subir ela e tiramos da piscina”, continuou.

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Juliana e o marido conseguiram chegar até o saguão. A princípio, a professora parecia bem, mas em seguida se deitou e começou a ter dificuldades para respirar.

Ela chegou a ser levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu. Vinicius também apresentou sinais de intoxicação e ficou internado por uma semana, até ter alta nesse domingo.

Agora, tudo o que ele pede é que episódios como este nunca mais aconteçam. "Espero que as coisas sejam feitas da forma correta nas piscinas, que seja fiscalizado. Porque o que foi feito não pode se repetir”, finalizou.

Polícia pede prisão dos sócios da academia

Juliana passou mal na academia C4 Gym, na Zona Leste de São Paulo, no último dia 7 de fevereiro. Investigações da Polícia Civil constataram que a causa da intoxicação foi um gás tóxico proveniente de uma mistura para limpar a piscina do estabelecimento.

Também foi descoberto que o piscineiro da academia não era um profissional qualificado, mas sim o manobrista, Severino José da Silva. Ele recebia instruções do proprietário Celso Bertolo Cruz, por mensagens, baseadas no "olhômetro".

"Todos os dias pela manhã, ele fazia a medição da água e enviava uma foto do medidor por aplicativo de mensagem para o proprietário, para o Celso. A partir disso, o proprietário, Celso, encaminhava quais eram os produtos e quais as quantidades ele deveria utilizar", afirmou a advogada de Severino, Bárbara Bonvicini, à TV Globo.

Após essas revelações, a Polícia solicitou a prisão temporária dos sócios da academia

Na última quarta-feira (11), a Vigilância Sanitária realizou uma varredura em todas as unidades da rede na capital. Duas possuem piscina. A piscina da unidade de Santana permanece fora de funcionamento. 

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