Sócio de academia apagou mensagens após morte de professora em piscina; veja prints

Professora morreu por inalação de gás tóxico.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu após problemas respiratórios ocasionados pelo uso da piscina da C4 Gym.
Legenda: Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu após problemas respiratórios ocasionados pelo uso da piscina da C4 Gym.
Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Celso Bertolo Cruz, um dos sócios da academia C4 Gym, onde a professora Juliana Faustino, de 27 anos, morreu por inalação de gás tóxico, no último sábado (7), apagou as mensagens em que passava orientações ao funcionário responsável pela aplicação de produtos químicos na piscina. 

As informações são da TV Globo. Por meio de WhatsApp, o dono da academia orientava o manobrista Severino José da Silva, de 43 anos, com mensagens como “Joga mais 6” e “Joga mais 2”.

Ainda nas mensagens obtidas pela TV Globo, é possível ver que Severino enviou a Celso imagens dos produtos que estava utilizando, pedindo ajuda com a quantidade de cada um. Os dois também trocaram ligações.

Fotos das mensagens do sócio de academia onde professora morreu em piscina.
Legenda: A Polícia Civil de São Paulo solicitou a prisão temporária dos sócios da academia.
Foto: Reprodução/TV Globo.

Em depoimento à polícia, Celso contou que apagou as mensagens “sem pensar” após saber que Juliana havia morrido e ficar “desesperado”.

No dia seguinte à intoxicação, Celso ainda teria orientado Severino a sair de casa e pedido “paciência” ao ser informado sobre o estado de saúde dos alunos.

“Vai, sai de casa que a polícia está batendo na porta de todo mundo”, escreveu um dos sócios ao manobrista, segundo depoimento obtido pela TV Globo.

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PEDIDO DE PRISÃO

A Polícia Civil de São Paulo solicitou, na quarta-feira (11), a prisão temporária dos sócios da academia C4 Gym, na Zona Leste da capital.

Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, na noite de quarta, os irmãos Cesar Bertolo Cruz e Celso Bertolo Cruz, além de Cezar Miquelof Terração, são os atuais sócios da rede.

SAÚDE DAS VÍTIMAS

Ainda na quarta, a Vigilância Sanitária realizou uma varredura em todas as unidades da rede na capital. Duas possuem piscina. A piscina da unidade de Santana permanece fora de funcionamento.

Três vítimas continuam internadas. Entre elas está Vinícius de Oliveira, marido da professora que morreu. Ele participava da aula no momento da intoxicação e segue em estado grave, mas com evolução considerada positiva. 

Conforme o irmão, Vinícius está acordado, consciente, foi extubado na terça-feira (10) e já foi informado sobre a morte da esposa.